Tuesday, November 28, 2006

ÁLCOOL X SEXO

Muitas pessoas acreditam que determinadas bebidas alcóolicas têm poder afrodisíaco. Entre as mais citadas está o vinho. Num jantar romântico, o brinde é sempre um momento especial, pois mexe com os cinco sentidos. Mas o abuso do álcool pode acabar com qualquer clima sensual e provocar graves problemas à saúde.

A bebida alcóolica age diretamente no sistema nervoso central, afetando os reflexos. Em pequena quantidade, proporciona sensação de relaxamento. Porém, se consumido em maior quantidade, o álcool transforma-se num sério problema. Neste caso, funciona como depressor e inibidor da libido.

Há também as pessoas que usam a bebida como remédio para a ejaculação precoce, já que, em pequena quantidade, provoca sensação de desaceleração, reduzindo o nível de ansiedade.

O álcool também é usado pelos jovens para aumentar a coragem na hora da paquera. Uma pesquisa realizada em 1998 mostra que 71% dos adolescentes já haviam ingerido algum tipo de bebida alcóolica. Além disso, a pesquisa aponta que o consumo de álcool tem aumentado entre as mulheres.

Outra questão importante apontada é que os adolescentes, depois de ingerirem bebidas alcóolicas, ficam mais descuidados com relação ao sexo. Empolgados, muitos esquecem de usar preservativo, aumentando o risco de contraírem doenças sexualmente transmissíveis.

O Instituto Barong, organização que trabalha para a redução da incidência de Aids no Brasil, realizou uma pesquisa com 834 jovens entre 13 e 30 anos. A organização encontrou uma estatística que comprova a relação direta entre o consumo de álcool e a diminuição do uso de preservativos. Entre as pessoas que consumiram álcool em diferentes quantidades e que tiveram relações sexuais na noite anterior à pesquisa, 73,7% não usaram preservativos.

O álcool, como todos sabem, também pode causar dependência física e psicológica, além de ocasionar danos irreversíveis em vários órgãos do corpo. Usada sem moderação, a bebida provoca o envelhecimento precoce e compromete a libido e a capacidade de ereção, prejudicando sensivelmente a qualidade de vida do indivíduo.

Márcio Dantas de Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual

Friday, November 24, 2006

FRIGIDEZ E AUSÊNCIA DE ORGASMO

A frigidez ou falta de desejo sexual é uma das disfunções sexuais mais comuns nas mulheres. Mais de 50% das pacientes atendidas nos consultórios apresentam o problema. Viver em uma sociedade onde o desempenho e o desejo sexual são maciçamente cobrados ajuda a criar expectativas e dificultar a satisfação. A frigidez é um problema sério que merece investigação das causas e tratamento adequado.

Para que isto ocorra é preciso deixar claro que frigidez e ausência de orgasmo são dois problemas diferentes. Mulheres que não conseguem experimentar orgasmo podem continuar tendo prazer e interesse sexual. Já no caso da frigidez, o principal sintoma é a diminuição ou falta de desejo.

É importante lembrar que, ao contrário do que pensam alguns, o desejo sexual do ser humano adulto e consciente não se compara à simples pulsões fisiológicas, como fome e sede. Ele é formado por três componentes principais; a biológica, a psicológia e a social.

O passo seguinte é compreender que uma mulher não ''é frigida'', ela ''está'' sem desejo. Os motivos podem ser circunstanciais, como stress e descontentamento com o parceiro; podem ser psicológicos, como educação rígida e repressiva ou experiências traumáticas; e, em menor grau, podem ser problemas orgânicos.

A mulher que sofre com este problema não faz parte de um pequeno grupo. Estudos feitos com mulheres de 18 a 59 anos mostram que 33% apresentam déficit de desejo sexual; 24% descrevem anorgasmia (não têm orgasmo) e 19% relatam dificuldade de excitação.

Pesquisas apontam ainda que 66% das mulheres sofrem de alguma queixa de dispareunia (dores na penetração) - uma das principais causas da frigidez. A dor ofusca qualquer desejo. A penetração antes da mulher se sentir devidamente lubrificada é o fator que mais provoca esse tipo de desconforto. Mas há situações como inflamações e infecções genitais que causam contrações e dores.

Outros motivos que podem causar a diminuição ou perda da libido são as alterações hormonais, debilidade física, problemas vasculares ou circulatórios e uso incorreto de medicamentos. Fumo e álcool também podem causar frigidez, pois atuam como depressivos.

É sempre importante procurar um médico que vai orientar e indicar o melhor tratamento.

Tuesday, November 21, 2006

SEXO MEDE QUALIDADE DE VIDA

Como se mede a qualidade de vida? Há vários indicadores que mostram a qualidade sob diversos pontos de vista. Um deles é o sexo. A felicidade sexual é um indicador de boa saúde. Sexo é forma benéfica de demonstração de bem-estar. A alteração na qualidade da vida sexual pode demonstrar distúrbio físico ou emocional. Tanto a ausência completa como o excesso pode significar um distúrbio. É preciso ter muito cuidado com os hiper, super. Todo exagero é merecedor de atenção.

É o caso da compulsão sexual. O brasileiro, em média, tem três relações sexuais por semana, segundo pesquisas realizadas pela doutora Carmitta Abdo, fundadora do Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria da USP. Se a pessoa se relaciona quatro, cinco, seis vezes ao dia e mesmo assim não se satisfaz, é o caso de procurar ajuda especializada.

Mas se a pessoa não se relaciona mais sexualmente por falta de desejo ou de excitação há grandes possibilidades de que ela esteja com algum problema de saúde. O estado de excitação pode estar relacionado a alterações hormonais, neurológicas, vasculares, infecções pontuais ou localizadas.

Já outras pessoas deixam de se relacionar sexualmente por temerem perder o parceiro; por terem medo de não chegarem ao orgasmo; de não se satisfazerem ou não satisfazer o seu parceiro. Há também os que consideram não dispor das ferramentas para o sexo como pênis pequeno, inconformidade genital, estrutura vaginal inadequada ou outros problemas de ordem física. Nesses casos é preciso corrigir os problemas para que a pessoa volte a ter uma vida sexual normal.

É por isso que podemos dizer que o sexo é também um indicador de saúde e de qualidade de vida.

Mas é bom estar atento sempre, pois a ausência de sexo não significa necessariamente doença ou problema. Hoje as pessoas são muito mais esclarecidas com relação ao assunto e, para muitas delas, não ter atividade sexual pode ser uma opção consciente. É o caso, por exemplo, de alguns grupos religiosos.

Se você optou por não ter sexo e vive bem não há qualquer problema.

Márcio D. Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual

Thursday, November 16, 2006

Exercícios físicos melhoram o sexo

Quando as pessoas com mais de 40 anos pensam em desempenho sexual sempre relembram seus 20 anos, quando o vigor da juventude estava à disposição. Mas o tempo passa para todos. As responsabilidades aumentam, a rotina do dia-a-dia desgasta e as atividades prazerosas acabam sendo colocadas de lado ou até esquecidas. Porém, há tempo para mudar. É possível, por exemplo, manter o desempenho sexual em ótimo nível adotando práticas mais saudáveis.

A principal delas é mandar o sendentarismo para o espaço e fazer atividades físicas com regularidade. Ao contrário do que muita gente pensa, não é preciso ser atleta ou frequentar academias sofisticadas para melhorar a saúde e, consequentemente, o desempenho sexual. Uma simples caminhada diária já proporciona melhoras.

Quando se pratica esportes, o corpo libera serotonina - substância presente no cérebro que age como neurotransmissor, permitindo a comunicação entre as células nervosas do cérebro, os neurônios. Esta comunicação é fundamental para a percepção do ambiente e para a capacidade de resposta aos seus estímulos.

A serotonina desempenha importante papel no sistema nervoso, com diversas funções, como liberação de alguns hormônios, regulação do sono, do apetite, da atividade motora e das funções cognitivas. Ela ajuda a melhorar o humor, causando sensação de bem-estar.

Além da serotonina, é importante ressaltar que a prática de esportes deixa as pessoas mais dispostas ao sexo. O círculo de amizade aumenta, a auto-estima melhora, o nível de estresse e de ansiedade é reduzido, além de outros benefícios. Exercícios feitos regularmente, como andar de bicicleta ou caminhar, melhoram a eficiência do coração, pulmões e sistema circulatório, permitindo que o corpo transporte mais oxigênio e proporcionando maior resistência do organismo.

Lógico que o sedentário não deve sair por aí fazendo exercícios. Antes de mais nada é preciso procurar um médico para uma avaliação clínica.

É essencial começar devagar, respeitando os limites do organismo. Depois que o seu corpo estiver adaptado, é só aproveitar os benefícios que o novo ritmo de vida proporciona.

Márcio D. Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual

Friday, November 03, 2006

Depressão causa abatimento sexual?

A perda do desejo, excitação e dificuldade de atingir orgasmo são sintomas da depressão. Embora pesquisas apontem que a doença é mais comum entre as mulheres, ela tem se mostrado presente também no mundo masculino. A maior causa de depressão entre homens é o desemprego. Nas mulheres, a causa mais comum é a perda de um ente querido e a separação.

Pesquisa do Hospital das Clínicas de SP descobriu que as chances de um homem desempregado ''falhar'' é 83% maior que a de um homem que está trabalhando. Nas mulheres, a possibilidade da perda do desejo é 66% maior quando perdem o emprego.

A reação ao problema também é diferente. Enquanto entre as mulheres o ''esfriamento'' causa desconforto e se equipara aos demais sintomas em importância, entre os homens a perda do desejo sexual funciona como um sério agravante no processo da própria doença.

Estudos evidenciam que a depressão aumenta em 93% o risco do homem vir a sofrer de disfunção erétil. É que a depressão, aliada ao não tratamento, pode desencadear o problema e consolidá-lo. O fato da maioria dos medicamentos afetarem a libido atrapalha ainda mais o tratamento.

O ponto mais importante para o sucesso do tratamento é a continuidade. A fase mais aguda do tratamento dura entre 30 e 45 dias, depois a situação melhora e o desejo começa a voltar.

É importante lembrar que ter fases de depressão é natural. O descontentamento, a tristeza e a melancolia são sintomas de que não estamos vivendo da forma como gostaríamos e de que desejamos mudanças. Simbolizam um tempo de recolhimento para se preparar e solucionar o que não nos agrada.

Quando há um motivo para esta ''tristeza'', a depressão é absolutamente normal. Superado o problema, a pessoa volta a se sentir bem. A depressão só é doença quando seus sintomas permanecem por muito tempo ou aparecem sem motivos evidentes.

Em ambos os casos, o estado de depressão merece cuidados. Sempre que ele se prolongar além do que poderia ser considerado comum, é necessário buscar orientação médica.

Márcio D. Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual

NO SEXO FUJA DA ROTINA

Hoje a rotina a que as pessoas são submetidas no dia a dia, trabalho, escola, curso extracurriculares e uma série de outros problemas acabam reduzindo o tempo que temos para desfrutar momentos de prazer com o nosso parceiro ou parceira. É sempre bom lembrar que o sexo precisa ser aprendido e renovado o tempo todo. Não há dúvida de que um dos principais inimigos dos casais é a rotina.Dias atrás li um texto muito interessante no site Terra sobre a professora de Yôga e psicoterapeuta Saida Elkefi, co-autora do livro Êxtase Sexual, com dicas muito interessantes para a satisfação do casal.

Veja as sugestões da professora para que os casais tenham mais prazer no ato sexual:

O cenário. Um ambiente tranqüilo, sem ruídos nem interrupções, é uma ótima influência. A luz deve ter pouca (ou nenhuma) intensidade. Deixe alimentos e bebidas excitantes ao alcance da mão, com uma boa música.

O aspecto. Embora a mulher não costume ter dificuldade para parecer sedutora, não ocorre o mesmo com a maioria dos homens, que freqüentemente não cuidam de sua aparência. É conveniente fazer um esforço para se apresentar com um aspecto melhor.

A conversa. Um fator fundamental consiste no homem saber dirigir a conversa. Ele tem que ser amável e interessante, deve fazer rir, saber contar histórias divertidas ou encantadoras, mas, sobretudo, persuadir sua companheira.

Os beijos. Para os orientais, da mesma forma que as carícias e os contatos íntimos, os beijos devem obedecer as fases longas e progressivas que se sucedem umas às outras. O beijo simples, límpido e sereno, no qual os lábios unem suas salivas úmidas, é a primeira onda do amor. De forma natural, dá-se o passo ao beijo profundo, no qual as pontas das línguas entram em contato e se entrelaçam, dando voltas. As pressões são cada vez mais fortes. Finalmente chega o beijo penetrante, no qual cada amante introduz, sucessivamente, sua língua na boca do outro, na busca de contatos mais profundos, chegando inclusive a tocar o fundo da garganta do outro.

Tirar a roupa. No início, pode-se permanecer em pé, mas fazer com que a mulher se sente ou se deite facilita muito as preliminares. Alguns beijos e carícias precedem o momento de tirar a roupa. Convém que o homem participe do processo.

As carícias. Da mesma forma que os beijos, que vão se afastando do rosto e do pescoço, as carícias se espalham por todo o corpo, em forma de leves pressões, atritos, chupadas e mordidas, excluindo, a princípio, as regiões genitais e reservando-as para mais tarde.

As zonas erógenas. No homem, as zonas mais sensíveis se localizam perto de suas áreas genitais, embora também sejam sensíveis, em menor medida, no pescoço, peito, abdome, face interna das coxas e pés. Na mulher, a região que mais desperta seus desejos sensuais são os seios. Outras zonas interessantes são pálpebras, bochechas e orelha, pescoço, quadris, abdome, face interna das coxas e axilas.

Saturday, October 28, 2006

PRÓTESE

A implantação de prótese não pode ser a primeira escolha. Mesmo sendo uma excelente alternativa, só é válida quando outras tentativas de tratamento falham. É indicada principalmente em casos de disfunção erétil mais graves e comprovadamente de origem orgânica. Mas também pode ser uma alternativa quando o paciente não se adapta a medicamentos - não faz efeito ou há contra-indicação -, ou a outro método minimamente invasivo. Os resultados são satisfatórios em até 90% dos casos.

Este tratamento começou de forma rudimentar. Para se ter uma idéia, em 1950, o procedimento consistia na retirada da costela do paciente e a sua implantação no pênis. A idéia surgiu após observações de que mamíferos como o urso eram portadores de parte óssea na formação do pênis.

Na década de 70, apareceram as primeiras próteses de silicone rígido, que hoje não são mais usadas. Atualmente, as mais usadas são as semi-rígidas, compostas por uma camada de silicone firme, que reveste uma outra de silicone macio (gel), ambas envolvendo um pequeno filamento de prata ou aço, que permite boa rigidez na ereção e dá ao implante maleabilidade satisfatória.

A vantagem está na facilidade do implante, índice de complicação baixo, rigidez peniana adequada e altas taxas de sucesso. As desvantagens incluem a dificuldade ocasional em ocultá-la e a eventual necessidade da realização de procedimentos endoscópicos transuretrais.

Há também as do tipo inflável, que contam com mecanismos de inflação e deflação eficientes. As vantagens são o tempo de cirurgia mais curto, mecanismos de fácil manuseio e boa qualidade de ereção.

É importante ressaltar que, mesmo nos casos que justificam o procedimento, é superficial e irresponsável tratar o problema apenas sob o foco orgânico. O fator emocional deve ser considerado. Afinal, a ereção do pênis depende de fatores psicológicos e é resultado de psicogênicos como desejo e fantasias sexuais, e reflexogênicos, sobretudo o toque na área genital.

Na falta de estímulo sexual ou diante de situações de ansiedade, são liberadas substâncias que provocam contrações dos corpos cavernosos e perda da ereção. Logo, o desejo sexual, o apoio e a compreensão da parceira são fundamentais para garantir o sucesso do tratamento com prótese.

Márcio Dantas de Menezes - médico, palestrante e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual

Thursday, October 26, 2006

CREMES PODEM FAZER DIFERENÇA

Um leitor da coluna Sexo e Comportamento enviou um e-mail querendo saber se os cremes vendidos em lojas de artigos eróticos realmente têm o efeito que prometem e se eles podem fazer a diferença no sexo. Alguns desses produtos dizem que retardam a ejaculação, outros afirmam possibilitar mais excitação às mulheres.

O uso de cremes ou óleos especiais é muito comum entre os casais que buscam mais prazer na relação. Passar o creme no corpo do parceiro ou da parceira é uma forma muito agradável de fazer e ter carinho.

O fato de muitos desses cremes serem encontrados em sex-shop já dão uma conotação diferente, de busca de um prazer mais intenso. Eles induzem à fantasia erótica, à sensualidade, criando um clima para a relação.

Alguns desses cremes possuem substâncias vasodilatadoras à base de fentolamina e papaverina, que teriam a função de melhorar a excitação sexual. Tecnicamente, eles apresentam mais um efeito placebo.

Placebo é o nome que a medicina dá a um medicamento com princípio ativo sem ação química, que o médico prescreve ao paciente dizendo ser um medicamento ativo, real.

O clitóris tem 400 milhões de terminações nervosas sensitivas por centímetro quadrado, mas não acredito que essas substâncias, aplicadas em forma de creme, tenham absorção suficiente na região genital para, por exemplo, provocar a ereção do clitóris.

Porém, com o uso dos cremes, a fantasia está instalada. Os casais podem fazer massagens um no outro. Essas carícias ajudam a conhecer melhor o corpo do parceiro, encontrar os pontos mais sensíveis, de maior excitação e prazer. O toque é um aprendizado. É sempre bom lembrar que a pele é o maior órgão do corpo humano, com milhões de terminações nervosas e por isso traz benefícios ao ato sexual.

Alguns cremes também são muito usados para facilitar a penetração vaginal ou anal. É importante ressaltar que a penetração deve ser feita sempre com camisinha. O preservativo ainda é a melhor forma de evitar doenças sexualmente transmissíveis.

Wednesday, October 25, 2006

APRENDENDO CARÍCIAS

Hoje vamos tratar de um assunto que nem sempre é compreendido ou aceito ainda pela sociedade: a masturbação. Vamos começar com os mitos sobre a masturbação. Ainda hoje, adolescentes recebem e propagam informações equivocadas sobre essa prática. Ainda é comum adolescentes ouvirem histórias de que a masturbação provoca o aumento de pêlo nas mãos, que aumenta a incidência de espinhas e cravos no rosto, que dá caroço no peito, que gasta o sexo.

Antigamente, chegava-se a dizer que a masturbação provocava loucura. Nada disso é verdade. Essas histórias são passadas de geração a geração para assustar os adolescentes. O fato é que, apesar de todas as informações disponíveis, a masturbação ainda é um tabu social e religioso. Algumas religiões consideram a masturbação um pecado e que deve ser condenada, pois, conforme elas, o ato sexual deveria ser realizado apenas visando a reprodução. É este pensamento que incute na mente das pessoas a sensação de culpa pela prática da masturbação.

Sem querer entrar na discussão religiosa, a masturbação, tanto masculina como feminina, é natural. Podemos dizer que o sexo é aprendido todos os dias. Se fosse uma escola, a masturbação seria a pré-escola. Você entra na pré-escola e vai evoluindo. A masturbação faz parte da descoberta da sexualidade e da busca do conhecimento do próprio corpo.

Se você não conhece o próprio corpo, seus genitais, suas funções, pode não desfrutar as sensações do sexo na sua plenitude. Para quem não sabe, a mão tem 40 mil terminações nervosas. O homem só tem consciência do tamanho do pênis em ereção quando toca com as mãos.

A masturbação acompanha as pessoas por toda a vida e é percebida com freqüência na terceira idade. A prática entre pessoas casadas também é uma forma de redescobrimento do corpo um do outro. Ela cria a percepção do clima erótico e da fantasia que os casais, com o passar do tempo e com a convivência, acabam esquecendo. Na ausência do parceiro, por exemplo, a masturbação é a possibilidade e a liberdade para exercer a função orgástica para o bem-estar.

Tuesday, October 24, 2006

VIVER JUNTO

Uma das necessidades e características do ser humano é a convivência com seus semelhantes. Nem a pessoa mais isolada do mundo deixa de sentir vontade de ter alguém ao seu lado, seja uma amizade ou um relacionamento amoroso.

Todos nós temos afinidades e diferenças com os grupos sociais aos quais fazemos parte e o convívio é importante para o nosso crescimento como pessoas. Entretanto, muitas vezes, certos fatores dificultam a convivência social.

Atualmente, o visual é muito importante no relacionamento social e muitas pessoas, mesmo com bom estado físico e de saúde, acham que sua aparência não está de acordo com o considerado padrão e que isso pode atrapalhar até mesmo na hora de conseguir um emprego, por exemplo.

Considerado um luxo feminino há certo tempo, a influência da imagem na convivência entre os semelhantes também já atingiu os homens. Seja através do esporte, de dietas ou mesmo de procedimentos estéticos, todos tentam manter o corpo são e bonito para conquistar uma mente sã.

Mais que uma questão estética, a preocupação com a aparência física é um fator determinante naquilo que a pessoa considera capaz de conquistar em sua vida, ou seja, seus prazeres e satisfações.

Para resolver estes problemas, existem muitos procedimentos estéticos que não mudam somente a aparência, mas a essência de cada pessoa. O convívio social torna-se mais prazeroso e aberto, com relacionamentos saudáveis e estáveis, sem a angústia da insegurança.

Essa finalidade de proporcionar saúde mental condiz com a realidade da Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão majoritário da luta pela saúde mundial e deve condizer com a realidade dos profissionais da área de saúde, uma vez responsáveis não somente pela integridade física, mas também intelectual de seus pacientes.

A sociedade necessita que mais profissionais, não somente na área de saúde, pensem e sintam essa responsabilidade de tratar os indivíduos como pessoas conscientes e capazes de estagnação pelo fato da não aceitação diante de problemas de relacionamento amoroso, de trabalho, familiar e outros que influenciam sua maneira de agir e pensar.

A filosofia é caminhar de mãos dadas com o paciente, para que ele possa sentir-se bem e desfrutar de tudo que o convívio social pode lhe proporcionar.

Thursday, October 19, 2006

REPENSANDO A VIDA

Algumas pessoas que recebem um transplante de córnea e voltam a enxergar passam por um processo de adaptação. Elas precisam reaprender a perceber as novas sensações, identificar as tonalidades de cor, apurar o sentido de profundidade, lateralidade, enfim, reaprender a enxergar.
É o que acontece muitas vezes com uma pessoa que, por muito tempo, sofreu com a disfunção erétil. Até pela frustração que esse problema causa, as pessoas que sofrem com essa doença vão colocando os desejos sexuais numa espécie de cofre. Hoje existem vários tratamentos para solucionar o problema da disfunção erétil. Primeiro de tudo, é preciso determinar a causa ou as causas. Hoje sabemos, dependendo da faixa etária, que a maioria é de ordem física e não psicológica.
Os exames disponíveis envolvem a mais avançada tecnologia, desde exames de sangue e raio-X até procedimentos mais elaborados, como o Doppler, para quantificar o fluxo arterial; o TPN, que é o monitoramento da tumescência peniana noturna; estudos neurofisiológicos; cavernosograma; cavernosometria e demais.
Quanto aos tratamentos, podem ser clínicos, através da prescrição de medicamentos; psicossexuais, via terapias de casal ou individual breve; cirúrgicos, como cirurgia arterial, cirurgia venosa, inclusão de próteses maleáveis, de próteses infláveis ou de procedimentos cirúrgicos combinados.
Cada caso é um caso. Mas para todos há solução. Hoje não há mais razão para que o homem deixe de ter uma vida sexual plena, ativa e gratificante, afastando o fantasma da impotência definitivamente.
Mas o que temos percebido é que muitos homens, mesmo não tendo mais problemas orgânicos para ter uma vida sexual saudável, continuam guardando no cofre seus desejos sexuais e demoram a entender que ele pode e deve desfrutar a nova situação. São pessoas que precisam reaprender a perceber as sensações.

Tuesday, October 17, 2006

PROIBIÇÃO PODE MUDAR PADRÃO DE BELEZA

O padrão de beleza interfere fortemente na auto-estima do indivíduo e pode prejudicar diretamente sua saúde e, conseqüentemente, a qualidade de vida. Por isso, é tão bem-vinda a polêmica que está incendiando o mundo da moda.
Recentemente, o governo espanhol proibiu modelos exageradamente magras de desfilarem na semana de moda de Madri. Ficou definido naquele país que apenas as modelos com IMC (índice de massa corporal) a partir de 18,5 (razão matemática que equivale a 56 kg para uma modelo com 1,76m de altura) poderiam desfilar. E agora outros países prometem seguir o exemplo.
Não há como negar o poder da moda em ditar a silhueta ''ideal''. Para comprovar, basta olhar as ''divas'' de cada época e suas medidas. Marilyn Monroe e Vera Fisher não fariam o mesmo sucesso hoje, pelo menos não com as formas que tinham na juventude.
Os protestos vindos de estilistas e empresas que vivem da moda e do glamour só mostram que o setor realmente está precisando de quem lhe ponha rédeas e o obrigue a assumir a parte que lhe cabe da responsabilidade social.
O fato é que todo indivíduo precisa amar a si próprio para interagir de forma saudável e produtiva com o próximo e na comunidade. Atitude que se torna quase inatingível quando o padrão de beleza impõe o culto à magreza doentia.
O problema se torna mais grave entre meninas e adolescentes, causando doenças como bulimia e anorexia. Mas a insatisfação de não poder ver no próprio espelho indícios do padrão de beleza estipulado nas passarelas e revistas atinge também mulheres adultas e maduras. Descontentamento este que interfere no desempenho sexual, sendo responsável pela mulher não se sentir ''à vontade'' ou ''capaz'' de satisfazer a si e ao parceiro.
Para ter uma idéia, o padrão de beleza atual é chamado de ''síndrome do tamanho zero'' e se refere não à inexistência de medidas, mas à tabela das medidas norte-americanas, que equivale a um tamanho 32 no Brasil, ou ainda, ao corpo de uma garota de 10 anos em uma jovem de estatura alta.
A esperança é que com os debates gerados por este conflito entre os que defendem a beleza estética com saúde e os interesses econômicos a sociedade passe a aceitar as diferenças e a beleza característica de cada um.
Márcio Dantas de Menezes - médico, palestrante e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual

Tuesday, October 10, 2006

UMA AULA DE AFETO E SEXUALIDADE

Nas locadoras, uma aula de afeto e sexualidade.
''Alguém tem que ceder'', filme dirigido por Nancy Meyers e que tem à frente do elenco Jack Nicholson e Diane Keaton, permite várias leituras, todas de interesse ao relacionamento afetivo entre homens e mulheres.
Nicholson é um solteirão de 63 anos que só gosta de se relacionar com mulheres com menos de 30. Por uma série de circunstâncias, ele acaba conhecendo a mãe de sua namorada.
A relação com a namorada naufraga e Nicholson e Diane Keaton (a mãe) acabam iniciando um tumultuado relacionamento. Esse início tem diversos ícones: o momento em que dá de cara com Diane completamente nua e esboça esgares de horror, acompanhados de gritos; o outro é quando, caído no chão, por um enfarte, percebe que Diane vai lhe aplicar respiração boca a boca, que ele permite com ressalvas, mesmo estando correndo o risco de morrer.
Diane, que estava há anos sem ter relacionamentos amorosos, conhece um jovem médico, que torna-se seu namorado, mas só depois de ter tido um breve romance com Nicholson, pleno de simbolismos, a começar quando ela pede para cortar a blusa de gola alta.
Até aí ela se dera o direito de ter sexo pelo sexo, tal como Nicholson que, aliás, usava Viagra às escondidas, só revelando seu ''segredo'' diante da iminência da medicação lhe provocar a morte se fosse administrada com outro remédio.
O cortar da blusa de Diane é revelador do processo mental de mulheres que já chegaram à menopausa: primeiro elas precisam se sentir amadas pela cabeça, para só depois decidirem abrir os braços para o amor e partirem para o ato sexual que, aí sim, tende a ser prazeroso.
É importante ressaltar o papel do Viagra e de outros indutores de ereção, o que só reforça a necessidade de se liberar a produção, no prazo mais rápido possível, de genéricos a baixo preço, democratizando-se assim o sexo, em especial para pessoas da terceira idade.
Recomendamos que corram à locadora para ver esta aula de afeto e sexualidade. Basta lembrar a frase de Nicholson para Diane: ''Você é uma mulher para ser amada''.
Márcio Dantas de Menezes - médico, palestrante e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual

Monday, October 09, 2006

É PRECISO TER RESILIÊNCIA SEXUAL

Você sabe o que é resiliência sexual? Para entender um pouquinho, faça uma experiência. Pegue uma folha de papel, amasse em forma de uma bolinha e jogue-a na mesa. Quanto ela volta ao normal? Pouco, não é?
A resiliência é um termo emprestado da engenharia e da física. Nessas áreas, ela é definida como a capacidade de um corpo físico superar uma pressão, voltando ao seu estado original sem ser alterado. No nosso dia-a-dia, a palavra é definida como a capacidade que as pessoas têm de, diante de uma situação adversa, de um trauma, se recuperar e dar a volta por cima. Quanto mais resiliência, mais rápido a pessoa se recupera.
Dentro da perspectiva de uma vida sexual, isso faz parte do amadurecimento. As pessoas com baixa resiliência não evoluem sexualmente ou, no máximo, evoluem bem mais lentamente do que as outras. Elas são mais confusas, não se concentram na atividade sexual, têm dificuldade com a própria realidade e buscam transferir a culpa pelo seu estado para outras pessoas.
Já o oposto, pessoas com alta resiliência são as que enfrentam melhor os problemas. São criativas, inovadoras e quando têm algum problema na vida sexual conseguem dar a dimensão devida, sem exageros, procurando dentro do seu repertório a busca da solução ou mesmo ajuda especializada.
Estamos falando sobre resiliência porque é importante que as pessoas tomem as rédeas de sua vida sexual e afetiva, não transferindo os problemas e, principalmente, buscando soluções que as levem novamente para a normalidade.
Para o sucesso na vida sexual, é essencial que a pessoa aja como protagonista. Todo mundo tem problemas. Em alguns momentos da vida, eles são mais graves e em outros, menos. Porém, são fases a que todos estão sujeitos. E a vida é assim mesmo, de altos e baixos. Não há linearidade.
E cada um é responsável pela própria vida sexual. Falando numa linguagem mais popular, é preciso ter jogo de cintura. Quando cair, é preciso levantar. Quando a pessoa se levanta, ela aprende a ser um pouco melhor. Aprender a cair é ser uma pessoa melhor.

Friday, October 06, 2006

A INSATISFAÇÃO SEXUAL DO BRASILEIRO

Pesquisa feita pelo Projeto Sexualidade, ligado ao Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, com pessoas de 18 a 50 anos, mostra que os homens brasileiros não estão satisfeitos sexualmente.

A pesquisa teve como objetivo calcular o número de relações sexuais semanais e a quantidade dos que têm disfunção erétil. O ponto em comum de quase todos os entrevistados é o desejo de dobrar o número de relações.

Segundo a pesquisa, há três tipos de disfunção erétil. A maioria dos pesquisados tem a do tipo leve, que é aquela que não impede a penetração, mas atrapalha a intensidade da ereção. Em seguida, vem a disfunção erétil moderada, que ainda não impede a penetração, mas aparece com mais regularidade. E por último surge a total incapacidade de ter ereção.

Outra constatação da pesquisa é sobre o número de relações sexuais por encontro, sendo que a maior parte (63,3%) tem um único ato sexual em 24 horas. Do restante (36,7%), a maioria tem a segunda relação em até uma hora depois da primeira.

Com a terapia de reposição hormonal, administrada sob prescrição e acompanhamento de um especialista em medicina sexual, homens próximos ou já na andropausa, podem aumentar seu índice de testosterona e, conseqüentemente, sua libido, podendo realizar seu desejo de melhores performances sexuais com suas parceiras.

Os facilitadores de ereção como Viagra, Levitra e Cialis também desempenham papel importante quanto a aumentar não só o número de relações sexuais como ainda dar mais rigidez ao pênis durante a penetração e igualmente devem ser prescritos e contarem com acompanhamento médico.

Podemos afirmar, com base em experiência clínica de mais de 20 anos, que todos os problemas de disfunção erétil são suscetíveis de solução, variando de soluções simples a outras mais complexas.

Bem fazem os milhões de brasileiros que querem aumentar o número de suas relações sexuais. Por que não? Afinal, sexo é vida.

Thursday, October 05, 2006

Coluna Sexo e Comportamento - Folha de Londrina - 05/10/06

Sexo casual e suas consequências

Há entre os jovens a informação de que sexo é sempre bom. Sexo realmente faz bem para pessoas de qualquer idade. É energizante, revigorante.

Porém vemos hoje uma mudança de comportamento com a moda do ficar. Os jovens e muitos adultos, antes de começar um relacionamento mais sério, ficam com vários parceiros até encontrarem alguém que seja a pessoa considerada ideal. E essa mudança de comportamento, a busca pela pessoa certa não se restringe apenas ao roçar de mãos, olhares furtivos e beijos roubados como era a prática no tempo de nossos pais e avós. Hoje temos notado um aumento substancial de casos de sexo casual, principalmente entre os jovens. Muitos transam apenas por achar moderno, por quererem ser atuais.

E por mais informações que possamos ter e por mais vontade que temos de transar com alguém é sempre importante, antes de tomar a decisão, analisar se é a coisa certa a fazer. Isso não é uma questão de moralismo, muito pelo contrário, e sim de responsabilidade sexual.

O sexo casual pode trazer momentos de prazer, mas também tem suas consequências. A responsabilidade não deve terminar ao se colocar a camisinha. É um engano que seja assim. Quando temos uma relação sexual com alguém, não temos responsabilidade apenas com o nosso próprio corpo, mas também com o parceiro.

Para muitas pessoas, jovens ou adultos, o sexo casual traz consequências emocionais que podem afetar seriamente a auto-estima. Será que ele (a) não está comigo apenas para transar? Será que ele (a) não está apenas querendo se divertir?

Geralmente as mulheres são mais emotivas do que os homens e, na maioria das vezes, sofrem mais quando não estão seguras do que estão fazendo. O sentimento de ter sido usado ou de usar alguém pode afetar muito a auto-estima da pessoa. Pode provocar depressão, inibição social e outros males.

Dizer não ao sexo casual muitas vezes é melhor do que dizer sim. Se a pessoa não está segura do que quer, é melhor não fazer.

Wednesday, October 04, 2006

Coluna Sexo e Comportamento - Folha de Londrina - 04/10/06

Estética genital influencia na vida sexual?

Segundo pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) com 7.103 entrevistados, de 18 a 80 anos, em 18 cidades brasileiras, os dois maiores medos da mulher são não satisfazer seu parceiro na cama (45,4%) e não ter orgasmo (32,5%). A falta de desejo afeta três vezes mais as mulheres (8,2%) que os homens (2,1%), e 16,5% das mulheres entre 26 e 40 anos sentem dores durante a relação sexual.
A estética genital está intimamente ligada ao desejo, à excitação e ao orgasmo. Com a liberação dos tabus que cercavam a sexualidade feminina e o aumento da longevidade em uma sociedade que valoriza a juventude, algumas mulheres passaram a encarar a estética e o rejuvenescimento das áreas genitais como algo tão importante quanto as demais intervenções estéticas. Mais que seguir ícones de beleza da sociedade, a sexualidade humana determina novos padrões de sensualidade.
As novidades na área são a correção e o aumento, sem cirurgia, de glúteos e mamas, o estreitamento do canal vaginal e a redução dos lábios vulvares. Esta correção pode promover satisfação pessoal, aumento da auto-estima e melhora do relacionamento íntimo.
Se glúteos bem proporcionados são importantes para aumentar a auto-estima, os problemas mais íntimos como cicatrizes na área genital, alargamento da vagina ou lábios vulvares irregulares - seja por formação congênita, por partos naturais sucessivos, por idade ou por outros fatores - podem provocar incômodos estéticos e inibir o relacionamento sexual.


Fonte: www.folhadelondrina.com.br

Friday, September 29, 2006

Coluna Sexo e Comportamento - Folha de Londrina - 29/09/06

Pais precisam observar pênis dos filhos?

O pênis masculino é um assunto que está sempre na mente das pessoas. Muita gente, por exemplo, tem curiosidade em saber até que idade o pênis pode crescer.
Pesquisa feita com 1,5 mil homens na Inglaterra atestou que o pênis pode crescer até os 21 anos. Segundo esse estudo a curva de crescimento em extensão mostra que entre os 11 e 15 anos ocorre o que se chama de espigão do crescimento. Depois deste período a intensidade do crescimento é menor.
Em todos os países, há sempre uma preocupação dos pais em saber se o pênis do filho é normal ou não. Se o pênis é grande, médio ou pequeno. O tamanho do pênis é diferente entre as raças. Na Inglaterra, o pênis médio varia entre 12 e 15 cm em ereção. Um pênis com 7,5cm de comprimento é considerado micropênis.
Investigação de casos de impotência e ejaculação precoce feita no Brasil com 2.048 pessoas mediu, entre várias análises, o comprimento e o perímetro dos membros dos pacientes. Conforme os dados conseguidos, a média de comprimento do pênis dos pacientes analisados é de 13,5cm.
A definição do comprimento do pênis e de seu diâmetro começa na fase uterina. O tamanho é gerido pelos hormônios do crescimento e pela testosterona.
Quando os meninos nascem é importante ficar atento e não ter vergonha de olhar os órgãos genitais. Se achar que ele não está se desenvolvendo corretamente deve-se procurar um pediatra. E, se houver necessidade, um endocrinologista. Quanto mais cedo se notar a falta de crescimento mais facilmente será possível tratar e fazer a correção.
A observação é muito importante também nos casos de obesidade infantil. Em algumas crianças gordinhas o pênis fica escondido pela camada de gordura abdominal, provocando a ilusão de que o pênis é pequeno, o que nem sempre é realidade. Mas o melhor caminho mesmo é acompanhar o desenvolvimento da criança e, em caso de dúvida, procurar um médico.
Fonte: www.folhadelondrina.com.br

Thursday, September 28, 2006

Coluna Sexo e Comportamento - Folha de Londrina - 28/09/06

(Ir)Responsabilidade Sexual

No tempo do descobrimento do Brasil, uma mensagem só chegava a Europa meses depois de ter sido escrita. Ela ia de navio e nem sempre chegava ao seu destino. A navegação era um risco e os naufrágios, comuns. Receber a resposta então era um drama, uma longa espera.
A tecnologia avançou tanto que hoje você envia uma mensagem de texto, uma foto, um vídeo para o outro lado do mundo e o destinatário o recebe praticamente no mesmo instante através da internet.
Como tudo na vida a velocidade da propagação da informação tem o lado bom e o ruim. Por isso é preciso muito cuidado principalmente quando se trata de comportamento sexual. Dias atrás a atriz Juliana Paes participava de um desfile quando uma brisa levantou seu vestido. Ela estava sem calcinha. Os fotógrafos flagraram e a imagem foi para a internet.
Nos últimos dias a internet foi inundada por um vídeo, feito por um paparazzi, em que uma famosa modelo e apresentadora de televisão brasileira estaria transando com o namorado numa praia da Espanha.
O fato é que todas as pessoas podem inserir informações na internet. O lado bom é que a grande rede é um ambiente de informação livre. E este também é o problema. Se há falta de responsabilidade o resultado pode ser catastrófico para a vida de uma pessoa comum. Recentemente, no interior de São Paulo, um jovem colocou, por vingança, a foto da ex-namorada na internet em que ela aparece tendo uma relação sexual. O resultado foi catastrófico. As cenas provocaram um trauma na família. A menina precisou mudar de escola e o garoto foi preso. Mesmo em Londrina há casos parecidos.
Hoje qualquer um pode fazer imagens de vídeo usando celular, câmera fotográfica, palmtop, webcam. Uma simples brincadeira entre adolescentes pode se transformar em uma tragédia pessoal.
Sem falsos moralismos, o fato é que os jovens precisam ser alertados sobre os riscos e o trauma que isso pode provocar na vida das famílias e da sociedade.

Fonte: www.folhadelondrina.com.br

Wednesday, September 27, 2006

Coluna Sexo e Comportamento - Folha de Londrina - 27/09/06

Como aumentar o bumbum?

Ele reina absoluto na preferência nacional. Talvez por isso o ''bumbum'' seja sempre tão visado e exposto à análise pública. Os músculos dos glúteos sofrem muito com acúmulo de gordura, falta de exercícios físicos e vida sedentária, que os sujeitam à flacidez.

Corrigir esse ''problema'' é uma questão que envolve além da estética, satisfação pessoal, melhora da auto-estima e até qualidade de vida. Sentir-se atraente, despertar a atenção do parceiro e relaciona-se melhor com pessoas que convivem ao seu redor são alguns dos motivos que levam as pessoas aos tratamentos especializados.

A bioplastia é capaz de aumentar e definir a musculatura desejada. Essa técnica consiste na injeção do polimetilmetacrilato, material inerte e definitivo, no grupo muscular desejado. São moléculas capazes de moldar a musculatura.

O procedimento, com anestesia local, pode ser feito em consultório, e não ultrapassa 30 minutos de duração. Antes da aplicação os pacientes são submetidos a testes antialérgicos. Além disso, o produto estimula a produção de fibroblastos e colágeno pelo organismo, que proporcionam o aumento do volume inicial do polímero injetado no decorrer das três primeiras semanas. Após o procedimento, o paciente pode levar vida normal.

Diferente de outras substâncias, o polimetilmetacrilato não é absorvido pelo organismo, como ocorre com a aplicação de gordura, e é um procedimento bem menos agressivo que os implantes de silicone. Pode ser feito em várias sessões mensais até um total de 80ml a 160ml, com resultados já na primeira sessão, sem deixar marcas.

O uso do polimetilmetacrilato é a primeira indicação em pequenos e médios aumentos de glúteos, sem provocar a perda de sensibilidade ao toque. É o procedimento mais adequado para a correção de defeitos congênitos ou adquiridos, como depressões causadas por injeções contra celulite, cavidades e variações anatômicas provocadas pela flacidez, por falta ou diminuição de gordura em uma ou ambas as nádegas.

Fonte: www.folhadelondrina.com.br