Outro dia recebi um e-mail que, em tom de brincadeira, listava o que as mulheres mais procuram e o que menos desejam em um homem. E entre as especificações estava uma crítica ferrenha aos ‘‘metrossexuais’’, denominação criada para especificar homens vaidosos e heterossexuais. Dizia, entre outras coisas, que músculos são bem-vindos, mas que a ala feminina não aceitaria dividir as prateleiras do banheiro com os creminhos do parceiro.Por essas e outras, chego a acreditar que deve ser mais fácil ser feliz no mundo dos ditos animais irracionais. O pavão macho cuida bem de suas penas porque da beleza de sua cauda depende a conquista da parceira e, conseqüentemente, seu sucesso de dar continuidade à espécie. No mundo animal, a fêmea reconhece o trabalho do macho em cultivar a ‘‘estampa’’. E, sim, o mais bonito tem mais chances, sem neuras nem censuras.
É claro que o ser humano é muito mais complexo. Mas, até por isso mesmo, era de se esperar que a preocupação do homem com a estética fosse recebida com mais compreensão. E principalmente encarada como um avanço na sua relação com a sociedade em que vivemos.Ninguém consegue se manter saudável se não estiver feliz com a própria aparência. É através da imagem de si mesmo e da dos outros que o ser humano se relaciona. E neste contexto, a beleza é, sim, fonte de bem-estar e de qualidade de vida. Por que, então, negar isso ao homem?
Há séculos o homem vem lutando para ganhar o direito ao seu quinhão de vaidade. Na corte do rei Luiz XIV, na França, os homens usavam saltos, perucas com cachos, empoavam os rostos e usavam perfumes e rendas. Tudo para poder parecer mais bonitos e aceitáveis.Mas esta como outras tentativas ao longo dos milênios também não teve sucesso. Logo, a ala mais rústica cortou estes hábitos, acusando-os de efeminados. Só sobraram os perfumes. No e-mail, água e sabonete são itens básicos, mas homem cheiroso ganha pontos extras.
Diante de tanto preconceito, fica fácil entender por que a maioria dos homens prefere omitir sua preocupação com a beleza. Nas pesquisas, a maioria admite, quando muito, a prática de esportes e academia com o objetivo de manter a saúde. Plástica de nariz, só se for por causa da adenóide. Outras intervenções continuam sendo proibidas até no confessionário.No mundo virtual, o homem já conquistou o direito à vaidade. Tem a liberdade de não precisar conviver com olheiras, nem com a papadinha que costuma se avolumar com o avanço do tempo. Mas, na vida real, a beleza parece ter se tornado uma propriedade feminina. E o homem ainda vai ter de lutar muito, ser muito macho, para garantir o que já vemos no mundo virtual das propagandas e da tecnologia.
Thursday, October 18, 2007
Tuesday, October 02, 2007
SEXO CASUAL
Há entre os jovens a informação de que sexo é sempre bom. Sexo realmente faz bem para pessoas de qualquer idade. É energizante, revigorante.Porém, vemos hoje uma mudança de comportamento com a moda do ''ficar''. Os jovens e muitos adultos, antes de começar um relacionamento mais sério, ficam com vários parceiros até encontrarem alguém que seja a pessoa considerada ideal. E essa mudança de comportamento, a busca pela pessoa certa, não se restringe apenas ao roçar de mãos, olhares furtivos e beijos roubados como era a prática no tempo de nossos pais e avós. Hoje temos notado um aumento substancial de casos de sexo casual, principalmente entre os jovens. Muitos transam apenas por achar moderno, por quererem ser atuais.
E por mais informações que possamos ter e por mais vontade que temos de transar com alguém, é sempre importante, antes de tomar a decisão, analisar se é a coisa certa a fazer. Isso não é uma questão de moralismo, e sim de responsabilidade sexual.
O sexo casual pode trazer momentos de prazer, mas também tem suas consequências. A responsabilidade não deve terminar ao se colocar a camisinha. É um engano que seja assim. Quando temos uma relação sexual com alguém, não temos responsabilidade apenas com o nosso próprio corpo, mas também com o do parceiro.
Para muitas pessoas, jovens ou adultos, o sexo casual traz consequências emocionais que podem afetar seriamente a auto-estima. Será que ele(a) não está comigo apenas para transar? Será que ele(a) não está apenas querendo se divertir?Geralmente as mulheres são mais emotivas do que os homens e, na maioria das vezes, sofrem mais quando não estão seguras a respeito do que estão fazendo. O sentimento de ter sido usado(a) ou de usar alguém pode afetar muito a auto-estima da pessoa. Pode provocar depressão, inibição social e outros males.
Dizer não ao sexo casual, muitas vezes, é melhor do que dizer sim. Se a pessoa não está segura do que quer, é melhor não fazer.
E por mais informações que possamos ter e por mais vontade que temos de transar com alguém, é sempre importante, antes de tomar a decisão, analisar se é a coisa certa a fazer. Isso não é uma questão de moralismo, e sim de responsabilidade sexual.
O sexo casual pode trazer momentos de prazer, mas também tem suas consequências. A responsabilidade não deve terminar ao se colocar a camisinha. É um engano que seja assim. Quando temos uma relação sexual com alguém, não temos responsabilidade apenas com o nosso próprio corpo, mas também com o do parceiro.
Para muitas pessoas, jovens ou adultos, o sexo casual traz consequências emocionais que podem afetar seriamente a auto-estima. Será que ele(a) não está comigo apenas para transar? Será que ele(a) não está apenas querendo se divertir?Geralmente as mulheres são mais emotivas do que os homens e, na maioria das vezes, sofrem mais quando não estão seguras a respeito do que estão fazendo. O sentimento de ter sido usado(a) ou de usar alguém pode afetar muito a auto-estima da pessoa. Pode provocar depressão, inibição social e outros males.
Dizer não ao sexo casual, muitas vezes, é melhor do que dizer sim. Se a pessoa não está segura do que quer, é melhor não fazer.
Monday, October 01, 2007
MASTURBAÇÃO E AUTOCONHECIMENTO
Quem inventou a frase ''antes mal acompanhado do que fazer amor sozinho'' estava, no mínimo, com problemas sérios de auto-estima. A frase evidencia que, apesar da liberação feminina e da liberdade de costumes, grande parte das pessoas ainda consideram a masturbação um assunto e um ato constrangedor e ''inadequado'', principalmente entre as mulheres.
Para se ter uma idéia, apenas 52% das mulheres admitem que usam a masturbação como recurso para se satisfazer sexualmente, contra 90% dos homens. Além das questões culturais e religiosas existe ainda outra explicação para esta diferença de atitude. Os meninos chegam à adolescência mais preparados sexualmente, pois como possuem um órgão externo, acabam tendo mais facilidade para manipular e aprender sobre o próprio corpo.
Com um órgão interno e sofrendo repressão sexual e moral bem mais forte, é natural que as mulheres sejam mais tímidas e reservadas com relação à masturbação. Mas, se as pesquisas estão corretas, 48% do universo feminino está subutilizando um recurso importante que a própria natureza forneceu. Isto não significa que todas as pessoas têm por obrigação se masturbar. Não é nada disso. Cada pessoa precisa se conhecer e fazer escolhas, sem pressão.
Segundo estudos comprovados em sessões de ultra-sonografia, a partir do sétimo mês, já é possível observar reflexos masturbatórios no feto. Tocar o próprio corpo para aprender a se conhecer faz parte também das várias fases do desenvolvimento físico-emocional da criança, indispensáveis para que a pessoa se torne um adulto equilibrado e bem adaptado socialmente.
Do ponto de vista prático, a masturbação ainda é a forma mais saudável e natural da pessoa se satisfazer sexualmente na ausência de um parceiro ou parceira. É também um importante instrumento de autoconhecimento. Uma pessoa é diferente da outra e só conhecendo a si mesma poderá ensinar o parceiro (a) como ter prazer juntos. Afinal, a melhor forma de encontrar um tesouro é tendo um mapa para nos guiar até ele; de preferência, detalhado.
Para se ter uma idéia, apenas 52% das mulheres admitem que usam a masturbação como recurso para se satisfazer sexualmente, contra 90% dos homens. Além das questões culturais e religiosas existe ainda outra explicação para esta diferença de atitude. Os meninos chegam à adolescência mais preparados sexualmente, pois como possuem um órgão externo, acabam tendo mais facilidade para manipular e aprender sobre o próprio corpo.
Com um órgão interno e sofrendo repressão sexual e moral bem mais forte, é natural que as mulheres sejam mais tímidas e reservadas com relação à masturbação. Mas, se as pesquisas estão corretas, 48% do universo feminino está subutilizando um recurso importante que a própria natureza forneceu. Isto não significa que todas as pessoas têm por obrigação se masturbar. Não é nada disso. Cada pessoa precisa se conhecer e fazer escolhas, sem pressão.
Segundo estudos comprovados em sessões de ultra-sonografia, a partir do sétimo mês, já é possível observar reflexos masturbatórios no feto. Tocar o próprio corpo para aprender a se conhecer faz parte também das várias fases do desenvolvimento físico-emocional da criança, indispensáveis para que a pessoa se torne um adulto equilibrado e bem adaptado socialmente.
Do ponto de vista prático, a masturbação ainda é a forma mais saudável e natural da pessoa se satisfazer sexualmente na ausência de um parceiro ou parceira. É também um importante instrumento de autoconhecimento. Uma pessoa é diferente da outra e só conhecendo a si mesma poderá ensinar o parceiro (a) como ter prazer juntos. Afinal, a melhor forma de encontrar um tesouro é tendo um mapa para nos guiar até ele; de preferência, detalhado.
Thursday, September 13, 2007
DESENVOLVIMENTO DOS ÓRGÃOS GENITAIS
O pênis é um assunto que está sempre na mente das pessoas. Muita gente, por exemplo, tem curiosidade de saber até que idade o pênis pode crescer. Pesquisa feita com 1,5 mil homens na Inglaterra atestou que o pênis pode crescer até os 21 anos. Segundo esse estudo, a curva de crescimento em extensão mostra que entre os 11 e 15 anos ocorre o que se chama de espigão do crescimento. Depois deste período, a intensidade do crescimento é menor.
Em todos os países, há sempre uma preocupação dos pais em saber se o pênis do filho é normal ou não. Se o pênis é grande, médio ou pequeno. O tamanho do pênis é diferente entre as etnias. Na Inglaterra, o pênis médio varia de 12 a 15 cm em ereção. Um pênis com 7,5 cm de comprimento é considerado micropênis. Investigação de casos de impotência e ejaculação precoce feita no Brasil com 2.048 pessoas mediu, entre várias análises, o comprimento e o perímetro dos membros dos pacientes. Conforme os dados conseguidos, a média de comprimento do pênis dos pacientes analisados é de 13,5 cm. A definição do comprimento do pênis e de seu diâmetro começa na fase uterina. O tamanho é gerido pelos hormônios do crescimento e pela testosterona.
Quando os meninos nascem, é importante ficar atento e não ter vergonha de olhar os órgãos genitais. Se achar que ele não está se desenvolvendo corretamente, deve-se procurar um pediatra. E, se houver necessidade, um endocrinologista. Quanto mais cedo se notar a falta de crescimento, mais facilmente será possível tratar e fazer a correção. A observação é muito importante também nos casos de obesidade infantil. Em algumas crianças gordinhas, o pênis fica escondido pela camada de gordura abdominal, provocando a ilusão de que o pênis é pequeno, o que nem sempre é realidade. Mas o melhor caminho mesmo é acompanhar o desenvolvimento da criança e, em caso de dúvida, procurar um médico.
Em todos os países, há sempre uma preocupação dos pais em saber se o pênis do filho é normal ou não. Se o pênis é grande, médio ou pequeno. O tamanho do pênis é diferente entre as etnias. Na Inglaterra, o pênis médio varia de 12 a 15 cm em ereção. Um pênis com 7,5 cm de comprimento é considerado micropênis. Investigação de casos de impotência e ejaculação precoce feita no Brasil com 2.048 pessoas mediu, entre várias análises, o comprimento e o perímetro dos membros dos pacientes. Conforme os dados conseguidos, a média de comprimento do pênis dos pacientes analisados é de 13,5 cm. A definição do comprimento do pênis e de seu diâmetro começa na fase uterina. O tamanho é gerido pelos hormônios do crescimento e pela testosterona.
Quando os meninos nascem, é importante ficar atento e não ter vergonha de olhar os órgãos genitais. Se achar que ele não está se desenvolvendo corretamente, deve-se procurar um pediatra. E, se houver necessidade, um endocrinologista. Quanto mais cedo se notar a falta de crescimento, mais facilmente será possível tratar e fazer a correção. A observação é muito importante também nos casos de obesidade infantil. Em algumas crianças gordinhas, o pênis fica escondido pela camada de gordura abdominal, provocando a ilusão de que o pênis é pequeno, o que nem sempre é realidade. Mas o melhor caminho mesmo é acompanhar o desenvolvimento da criança e, em caso de dúvida, procurar um médico.
Friday, August 31, 2007
ÁLCOOL PODE AFETAR A EREÇÃO
O álcool está presente na vida das pessoas há milhares de anos. Há indícios de que o vinho ou uma bebida próxima do vinho já era conhecida cinco mil anos antes de Cristo. Pesquisadores descobriram, por exemplo, que por volta de 3.500 anos antes de Cristo, na região da Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, onde é hoje o Iraque, nossos ancestrais consumiam uma bebida à base de fermentação de cereais imersos em água. Esta bebida evoluiu para a cerveja que conhecemos hoje.
Muita gente considera algumas bebidas, como o próprio vinho, afrodisíacas. O fato é que a bebida alcoólica age diretamente sobre o sistema nervoso central, afetando os reflexos. Em pequena quantidade o álcool proporciona uma sensação de relaxamento e até uma certa desinibição. E esta sensação de euforia provocada pela bebida é traduzida por alguns como importante para o relacionamento sexual. É daí que se cria a imagem de que algumas bebidas são afrodisíacas. Algumas bebidas mexem com todos os cinco sentidos: tato, olfato, paladar, audição e visão. O vinho, por exemplo, ajuda a criar um ambiente sedutor, a potencializar o desejo.
Porém, consumido em quantidade, o álcool transforma-se num sério problema. Neste caso, ele funciona como depressor e inibidor do processo fisiológico do ato sexual. O abuso pode acabar com qualquer clima sensual e provocar graves problemas de saúde. Alguns jovens e até mesmo adultos consomem a bebida como se ela fosse um remédio para a ejaculação precoce, já que em pequena quantidade provoca essa sensação de desaceleração, reduzindo o nível de ansiedade.
O álcool também é muito usado pelos jovens que o consideram importante para aumentar a coragem na hora da paquera, da primeira abordagem, do primeiro contato. A bebida alcoólica, consumida sem moderação e com irresponsabilidade pode trazer sérios transtornos para quem a consome. Ela provoca o envelhecimento precoce e compromete a libido e a capacidade de ereção, prejudicando sensivelmente a qualidade de vida sexual do indivíduo.
Uma questão importante que é preciso ser abordada sempre é que os adolescentes depois de ingerirem bebidas alcoólicas ficam mais descuidados com relação ao sexo. Empolgados, muitos deles esquecem de usar preservativo, aumentando muito o risco de contraírem doenças sexualmente transmissíveis. O Instituto Barong, organização que trabalha para a redução da incidência da aids no Brasil, realizou uma pesquisa com 834 jovens entre 13 e 30 anos, a organização encontrou uma estatística que comprova a relação direta entre o consumo de álcool e a diminuição do uso de preservativos. Entre as pessoas que consumiram álcool em diferentes quantidades e tiveram relações sexuais na noite anterior à pesquisa, 73,7% não usaram preservativos, revela a pesquisa.
A propaganda também tem um fator de influência muito grande no consumo da bebida alcoólica porque sempre mostra pessoas consumindo o álcool em situações de grande prazer. O problema é que ela nunca mostra o outro lado. O lado das pessoas que consomem sem moderação e destroem a própria vida e a de seus familiares.
Muita gente considera algumas bebidas, como o próprio vinho, afrodisíacas. O fato é que a bebida alcoólica age diretamente sobre o sistema nervoso central, afetando os reflexos. Em pequena quantidade o álcool proporciona uma sensação de relaxamento e até uma certa desinibição. E esta sensação de euforia provocada pela bebida é traduzida por alguns como importante para o relacionamento sexual. É daí que se cria a imagem de que algumas bebidas são afrodisíacas. Algumas bebidas mexem com todos os cinco sentidos: tato, olfato, paladar, audição e visão. O vinho, por exemplo, ajuda a criar um ambiente sedutor, a potencializar o desejo.
Porém, consumido em quantidade, o álcool transforma-se num sério problema. Neste caso, ele funciona como depressor e inibidor do processo fisiológico do ato sexual. O abuso pode acabar com qualquer clima sensual e provocar graves problemas de saúde. Alguns jovens e até mesmo adultos consomem a bebida como se ela fosse um remédio para a ejaculação precoce, já que em pequena quantidade provoca essa sensação de desaceleração, reduzindo o nível de ansiedade.
O álcool também é muito usado pelos jovens que o consideram importante para aumentar a coragem na hora da paquera, da primeira abordagem, do primeiro contato. A bebida alcoólica, consumida sem moderação e com irresponsabilidade pode trazer sérios transtornos para quem a consome. Ela provoca o envelhecimento precoce e compromete a libido e a capacidade de ereção, prejudicando sensivelmente a qualidade de vida sexual do indivíduo.
Uma questão importante que é preciso ser abordada sempre é que os adolescentes depois de ingerirem bebidas alcoólicas ficam mais descuidados com relação ao sexo. Empolgados, muitos deles esquecem de usar preservativo, aumentando muito o risco de contraírem doenças sexualmente transmissíveis. O Instituto Barong, organização que trabalha para a redução da incidência da aids no Brasil, realizou uma pesquisa com 834 jovens entre 13 e 30 anos, a organização encontrou uma estatística que comprova a relação direta entre o consumo de álcool e a diminuição do uso de preservativos. Entre as pessoas que consumiram álcool em diferentes quantidades e tiveram relações sexuais na noite anterior à pesquisa, 73,7% não usaram preservativos, revela a pesquisa.
A propaganda também tem um fator de influência muito grande no consumo da bebida alcoólica porque sempre mostra pessoas consumindo o álcool em situações de grande prazer. O problema é que ela nunca mostra o outro lado. O lado das pessoas que consomem sem moderação e destroem a própria vida e a de seus familiares.
Monday, August 27, 2007
MUDANÇA DE SEXO
Saiu nos jornais nesta semana que o Sistema Único de Saúde (SUS) irá pagar cirurgias para mudança de sexo. Este é um assunto polêmico mas não é novo. O tema vem sendo discutido e estudado desde o início do século passado. Só para se ter uma idéia, em 1912 o médico Magnus Hirschfeld já sugeria a viabilidade de uma intervenção cirúrgica e hormonal em transexual. Nos Estados Unidos a primeira cirurgia para mudança de sexo aconteceu em 1965, no John Hopkins Hospital, e foi autorizada pelo Tribunal de Baltimore.
No Brasil só em 1997 é que foram autorizadas as primeiras cirurgias. Antes disso o procedimento era considerado crime. O médico e cirurgião Roberto Farina, que morreu há alguns anos, foi um dos pioneiros no estudo e na realização de cirurgias de mudança de sexo no país.
Atualmente um dos profissionais mais conceituados no Brasil, nesta área, é o médico Jalma Jurado, que esteve em Londrina em 1998 para uma palestra a convite da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual. Neste mesmo ano nós criamos no Paraná o primeiro Comitê de Identidade Sexual para avaliar os casos, junto com a Universidade Tuiuti, indicar e acompanhar os procedimentos para mudança de sexo.
O fato do SUS custear as cirurgias é um grande avanço no Brasil pois são procedimentos caros e muitos dos que necessitam da cirurgia não teriam condições de pagar. Na Espanha, por exemplo, uma cirurgia para mudança de sexo não custa menos do que R$ 30 mil.
Você pode estar se perguntando como é feita a avaliação para que este procedimento não traga sequelas futuras. Bom, é interessante esclarecer as diferenças entre homossexuais, travestis e transexuais. Em linhas gerais, o homossexual é aquele que está adaptado ao seu sexo, ele não quer mudar de gênero e tem atração por parceiros do mesmo sexo. O travesti é aquele que usa do fetichismo de se transvestir para auferir prazer e às vezes lucro seja social ou financeiro.
Já o transexual é o indivíduo que não está adaptado ao corpo. É como se estivesse aprisionado num corpo que não lhe diz respeito. Esta identificação ou falta dela é tão forte que traz sérios problemas emocionais para estas pessoas. A possibilidade de ajudá-las através da mudança de sexo é uma vitória para elas e para a medicina. É a possibilidade de uma nova vida.
No Brasil só em 1997 é que foram autorizadas as primeiras cirurgias. Antes disso o procedimento era considerado crime. O médico e cirurgião Roberto Farina, que morreu há alguns anos, foi um dos pioneiros no estudo e na realização de cirurgias de mudança de sexo no país.
Atualmente um dos profissionais mais conceituados no Brasil, nesta área, é o médico Jalma Jurado, que esteve em Londrina em 1998 para uma palestra a convite da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual. Neste mesmo ano nós criamos no Paraná o primeiro Comitê de Identidade Sexual para avaliar os casos, junto com a Universidade Tuiuti, indicar e acompanhar os procedimentos para mudança de sexo.
O fato do SUS custear as cirurgias é um grande avanço no Brasil pois são procedimentos caros e muitos dos que necessitam da cirurgia não teriam condições de pagar. Na Espanha, por exemplo, uma cirurgia para mudança de sexo não custa menos do que R$ 30 mil.
Você pode estar se perguntando como é feita a avaliação para que este procedimento não traga sequelas futuras. Bom, é interessante esclarecer as diferenças entre homossexuais, travestis e transexuais. Em linhas gerais, o homossexual é aquele que está adaptado ao seu sexo, ele não quer mudar de gênero e tem atração por parceiros do mesmo sexo. O travesti é aquele que usa do fetichismo de se transvestir para auferir prazer e às vezes lucro seja social ou financeiro.
Já o transexual é o indivíduo que não está adaptado ao corpo. É como se estivesse aprisionado num corpo que não lhe diz respeito. Esta identificação ou falta dela é tão forte que traz sérios problemas emocionais para estas pessoas. A possibilidade de ajudá-las através da mudança de sexo é uma vitória para elas e para a medicina. É a possibilidade de uma nova vida.
Thursday, August 16, 2007
FRATURA NO PÊNIS
Você talvez nunca tenha ouvido falar sobre ''fratura'' no pênis, ou, em alguns casos, ouviu mas achou que era lenda. Afinal, se o órgão sexual masculino não tem estrutura óssea, como isso poderia ocorrer? A ''fratura'' no pênis é rara, mas realmente pode acontecer.
Para que o entendimento fique mais fácil, é bom lembrar que o pênis é formado por três estruturas de forma cilíndrica. São dois corpos cavernosos que ficam na parte posterior do órgão sexual e são voltados para o abdômen e um corpo esponjoso, em posição oposta aos corpos cavernosos. Os corpos cavernosos são revestidos por um tecido semi-elástico chamado túnica albugínea.
A ''fratura'' do pênis ocorre quando o membro está em estado de ereção, geralmente durante o ato sexual mais intenso. Na maioria dos casos o acidente acontece quando a mulher está por cima do homem e o pênis sai do interior da vagina batendo contra o períneo ou contra a região óssea púbica. O pênis entorta até a pressão da câmara, isto é, os tecidos dos corpos cavernosos, explodirem como se fossem uma bexiga. Neste momento, geralmente ouve-se um pequeno estalo, há perda imediata da ereção. A dor é intensa. Verifica-se um hematoma e até a deformidade do pênis.
Quando isto ocorre é preciso procurar imediatamente atendimento médico. Depois da primeira avaliação, o médico pode recomendar exames como ressonância magnética ou uma ultra-sonografia para verificar a extensão da ruptura e se houve lesão na uretra. Dependendo da gravidade, é necessário uma intervenção cirúrgica. É importante que esta avaliação seja feita nas primeiras quarenta e oito horas após o acidente.
Ocorre que muitos homens têm medo ou vergonha de procurar um médico e isso pode trazer sérios transtornos para a continuidade da vida sexual da pessoa. Sem tratamento imediato pode haver a formação de uma cicatriz interna, que poderá provocar uma curvatura no pênis e, em alguns casos mais grave, até disfunção erétil. Depois do tratamento feito, o paciente pode retornar à atividade sexual dentro de aproximadamente 30 dias.
Para que o entendimento fique mais fácil, é bom lembrar que o pênis é formado por três estruturas de forma cilíndrica. São dois corpos cavernosos que ficam na parte posterior do órgão sexual e são voltados para o abdômen e um corpo esponjoso, em posição oposta aos corpos cavernosos. Os corpos cavernosos são revestidos por um tecido semi-elástico chamado túnica albugínea.
A ''fratura'' do pênis ocorre quando o membro está em estado de ereção, geralmente durante o ato sexual mais intenso. Na maioria dos casos o acidente acontece quando a mulher está por cima do homem e o pênis sai do interior da vagina batendo contra o períneo ou contra a região óssea púbica. O pênis entorta até a pressão da câmara, isto é, os tecidos dos corpos cavernosos, explodirem como se fossem uma bexiga. Neste momento, geralmente ouve-se um pequeno estalo, há perda imediata da ereção. A dor é intensa. Verifica-se um hematoma e até a deformidade do pênis.
Quando isto ocorre é preciso procurar imediatamente atendimento médico. Depois da primeira avaliação, o médico pode recomendar exames como ressonância magnética ou uma ultra-sonografia para verificar a extensão da ruptura e se houve lesão na uretra. Dependendo da gravidade, é necessário uma intervenção cirúrgica. É importante que esta avaliação seja feita nas primeiras quarenta e oito horas após o acidente.
Ocorre que muitos homens têm medo ou vergonha de procurar um médico e isso pode trazer sérios transtornos para a continuidade da vida sexual da pessoa. Sem tratamento imediato pode haver a formação de uma cicatriz interna, que poderá provocar uma curvatura no pênis e, em alguns casos mais grave, até disfunção erétil. Depois do tratamento feito, o paciente pode retornar à atividade sexual dentro de aproximadamente 30 dias.
Wednesday, August 08, 2007
AMADURECIMENTO PRECOCE AFETA CRIANÇAS
É certo que o mundo está mudando cada vez mais rápido. Mas nem todas as transformações que vemos no dia a dia são positivas. É comum nas grandes cidades, por exemplo, você entrar num shopping ou em qualquer outro lugar público e ver meninas de seis, sete anos, vestidas como mulheres. Às vezes até meninas mais novas do que isso usando maquiagem e sapato de salto alto. Muitos pais não só permitem como incentivam esta atitude.
Pode parecer ''bonitinho'' num primeiro momento, mas os pais não percebem que esta atitude pode interferir no ciclo natural de amadurecimento das crianças. Para piorar, a vida de algumas crianças parece a de pequenos executivos, com tantas atividades cotidianas que não sobra tempo para brincar ou descansar, o que é muito importante nesta fase da vida. Este amadurecimento impositivo não faz bem.
Outra situação que é preciso se levar em conta é a alta carga de informações eróticas que elas recebem através de programas de TV, propagandas, revistas, internet e outros meios de comunicação. Este excesso de erotização ajuda a provocar um descompasso entre o amadurecimento intelectual e o amadurecimento físico. Eles aceleram o processo mental e glandular. Os pais precisam estar atentos com a saúde de seus filhos.
Pesquisas realizadas em países da Europa e também no Brasil mostram que a idade média da primeira menstruação nas meninas, no início do século passado, variava entre 14 e 15 anos. Hoje a menstruação chega mais cedo, entre 10 e 11 anos. As pesquisas apontam que o motivo pode estar relacionado aos estímulos comportamentais como a erotização precoce proporcionada pelos meios de comunicação e também às mudanças nos hábitos alimentares.
A alimentação inadequada interfere na formação dos hormônios. Os triglicerídeos e o colesterol são precursores da testosterona e dos estrógenos, que são os hormônios masculino e feminino. No caso dos meninos, por exemplo, a alimentação inadequada na infância provoca aumento de peso. O aumento de gordura na região do abdome esconde parte do pênis dando a impressão equivocada, na maioria dos casos, de que o pênis é menor do que realmente é, provocando desconforto ao garoto.
É importante que os pais e professores tenham esta consciência e percepção. O amadurecimento saudável precisa ser de forma contínua e não aos pulos, sem medo e sem culpa. Não se deve forçar para que as crianças fiquem adultas antes do tempo correto. E do outro lado não se deve ser adolescente a vida toda.
Pode parecer ''bonitinho'' num primeiro momento, mas os pais não percebem que esta atitude pode interferir no ciclo natural de amadurecimento das crianças. Para piorar, a vida de algumas crianças parece a de pequenos executivos, com tantas atividades cotidianas que não sobra tempo para brincar ou descansar, o que é muito importante nesta fase da vida. Este amadurecimento impositivo não faz bem.
Outra situação que é preciso se levar em conta é a alta carga de informações eróticas que elas recebem através de programas de TV, propagandas, revistas, internet e outros meios de comunicação. Este excesso de erotização ajuda a provocar um descompasso entre o amadurecimento intelectual e o amadurecimento físico. Eles aceleram o processo mental e glandular. Os pais precisam estar atentos com a saúde de seus filhos.
Pesquisas realizadas em países da Europa e também no Brasil mostram que a idade média da primeira menstruação nas meninas, no início do século passado, variava entre 14 e 15 anos. Hoje a menstruação chega mais cedo, entre 10 e 11 anos. As pesquisas apontam que o motivo pode estar relacionado aos estímulos comportamentais como a erotização precoce proporcionada pelos meios de comunicação e também às mudanças nos hábitos alimentares.
A alimentação inadequada interfere na formação dos hormônios. Os triglicerídeos e o colesterol são precursores da testosterona e dos estrógenos, que são os hormônios masculino e feminino. No caso dos meninos, por exemplo, a alimentação inadequada na infância provoca aumento de peso. O aumento de gordura na região do abdome esconde parte do pênis dando a impressão equivocada, na maioria dos casos, de que o pênis é menor do que realmente é, provocando desconforto ao garoto.
É importante que os pais e professores tenham esta consciência e percepção. O amadurecimento saudável precisa ser de forma contínua e não aos pulos, sem medo e sem culpa. Não se deve forçar para que as crianças fiquem adultas antes do tempo correto. E do outro lado não se deve ser adolescente a vida toda.
Monday, August 06, 2007
HOMOSSEXUAIS MERECEM ATENDIMENTO DIFERENCIADO
O Brasil tem conseguido avançar em vários aspectos na saúde pública. Há programas de atendimento para idosos, crianças e gestantes. Há programas de prevenção de gravidez na adolescência. Todos são essenciais e ainda podem melhorar muito. São grupos de pessoas que passam a ser atendidos de forma mais adequada e isso representa um bom ganho no que se refere à qualidade de vida.
Porém, há alguns grupos de pessoas que ainda não estão tendo a merecida atenção por parte das políticas de saúde pública. Entre eles estão os homossexuais. Embora os números variem, há estudos que afirmam que 10% da população é homossexual numa parte significativa da vida. Este percentual, seja ele um pouco menor ou maior, é muito expressivo e precisa de atenção por parte da saúde pública.
A Associação Médica Australiana divulgou há alguns anos um alerta aos profissionais gestores de saúde daquele país sobre a homofobia. Segundo a associação, o preconceito pode afetar a saúde de gays e lésbicas. O estudo feito na Austrália mostra que, por causa da discriminação, os homossexuais tendem a procurar os serviços de saúde com menor freqüência do que os heterossexuais.
No Brasil, a realidade não é diferente. Ao visitar o urologista, no caso dos homens, ou o ginecologista, no caso das mulheres, é comum que os médicos perguntem sobre a saúde do marido ou da esposa do paciente, sem levar em conta que casais podem ser do mesmo sexo. Não há dúvidas de que situações assim causam constrangimento.
Muitos médicos que trabalham no sistema público de saúde, e mesmo os que atendem fora dele, não estão preparados para o atendimento aos homossexuais. Gays e lésbicas não se sentem à vontade diante destes profissionais para admitir sua orientação sexual e expor seus problemas se saúde.
É por isso que seria interessante que os governos, sejam eles municipais, estaduais ou federal, desenvolvessem programas específicos de saúde para estes grupos, com clínicas especializadas e profissionais treinados. É necessário que a abordagem seja sem homofobia para que essas pessoas tenham qualidade no atendimento e segurança no tratamento.
Porém, há alguns grupos de pessoas que ainda não estão tendo a merecida atenção por parte das políticas de saúde pública. Entre eles estão os homossexuais. Embora os números variem, há estudos que afirmam que 10% da população é homossexual numa parte significativa da vida. Este percentual, seja ele um pouco menor ou maior, é muito expressivo e precisa de atenção por parte da saúde pública.
A Associação Médica Australiana divulgou há alguns anos um alerta aos profissionais gestores de saúde daquele país sobre a homofobia. Segundo a associação, o preconceito pode afetar a saúde de gays e lésbicas. O estudo feito na Austrália mostra que, por causa da discriminação, os homossexuais tendem a procurar os serviços de saúde com menor freqüência do que os heterossexuais.
No Brasil, a realidade não é diferente. Ao visitar o urologista, no caso dos homens, ou o ginecologista, no caso das mulheres, é comum que os médicos perguntem sobre a saúde do marido ou da esposa do paciente, sem levar em conta que casais podem ser do mesmo sexo. Não há dúvidas de que situações assim causam constrangimento.
Muitos médicos que trabalham no sistema público de saúde, e mesmo os que atendem fora dele, não estão preparados para o atendimento aos homossexuais. Gays e lésbicas não se sentem à vontade diante destes profissionais para admitir sua orientação sexual e expor seus problemas se saúde.
É por isso que seria interessante que os governos, sejam eles municipais, estaduais ou federal, desenvolvessem programas específicos de saúde para estes grupos, com clínicas especializadas e profissionais treinados. É necessário que a abordagem seja sem homofobia para que essas pessoas tenham qualidade no atendimento e segurança no tratamento.
Friday, July 27, 2007
BAREBACK, A ROLETA RUSSA DO SEXO
Desde que a Aids começou a se espalhar pelo mundo, no início da década de 80, todas as autoridades sanitárias e também entidades ligadas à proteção da vida lutam para reduzir os índices de contaminação do vírus HIV, que já matou milhões de pessoas desde que foi identificado. É por isso que são assustadoras as notícias de um movimento que está se espalhando pelo mundo que incentiva o sexo sem o uso de preservativos entre os homossexuais masculinos. É o chamado Bareback. Ou, numa tradução mais livre, 'montar em pêlo'.
O movimento, que teria começado na Europa e nos Estados Unidos, chegou ao Brasil e é muito preocupante. Os homossexuais que praticam o bareback alegam que os medicamentos disponíveis hoje controlam o HIV. Também dizem que quando se verifica a contaminação acaba a ansiedade e por isso deixam de se preocupar. Pode parecer insanidade um comportamento com este, a busca do prazer sem medir as consequências, mas é o que está ocorrendo em alguns grupos. Recentemente, uma pesquisa realizada num centro de tratamento de Aids na Inglaterra apontou que 62% dos entrevistados faziam sexo sem camisinha.
Essas pessoas estão colocando em risco a própria saúde e a de outras pessoas. Uma das coisas que precisamos deixar claro é que, apesar dos avanços da medicina, que são animadores, a Aids ainda é um problema muito sério. Há medicamentos que inibem o vírus HIV, porém é mentira que a contaminação não afeta a qualidade de vida da pessoa que toma a medicação. É bom lembrar que em nosso país, onde a crise no sistema de saúde é noticiada todos os dias, poucos têm acesso aos medicamentos. No Brasil, carente de estatísticas em praticamente todas as áreas, não se sabe quantas pessoas estão participando desta verdadeira roleta-russa, mas há diversos sites que incentivam a prática do Bareback. Sem querer ser alarmista, seria interessante que a Saúde Pública fizesse um trabalho também focado nestes grupos.
O Brasil avançou muito no combate à Aids e é exemplo para vários países. Conter estas 'modernidades' é essencial, pois se houver um crescimento no número de contaminações, possivelmente o sistema de saúde não conseguirá atender a todos e o resultado disso será o óbito dos que forem 'premiados' com a roleta-russa. Márcio Dantas de Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual.
O movimento, que teria começado na Europa e nos Estados Unidos, chegou ao Brasil e é muito preocupante. Os homossexuais que praticam o bareback alegam que os medicamentos disponíveis hoje controlam o HIV. Também dizem que quando se verifica a contaminação acaba a ansiedade e por isso deixam de se preocupar. Pode parecer insanidade um comportamento com este, a busca do prazer sem medir as consequências, mas é o que está ocorrendo em alguns grupos. Recentemente, uma pesquisa realizada num centro de tratamento de Aids na Inglaterra apontou que 62% dos entrevistados faziam sexo sem camisinha.
Essas pessoas estão colocando em risco a própria saúde e a de outras pessoas. Uma das coisas que precisamos deixar claro é que, apesar dos avanços da medicina, que são animadores, a Aids ainda é um problema muito sério. Há medicamentos que inibem o vírus HIV, porém é mentira que a contaminação não afeta a qualidade de vida da pessoa que toma a medicação. É bom lembrar que em nosso país, onde a crise no sistema de saúde é noticiada todos os dias, poucos têm acesso aos medicamentos. No Brasil, carente de estatísticas em praticamente todas as áreas, não se sabe quantas pessoas estão participando desta verdadeira roleta-russa, mas há diversos sites que incentivam a prática do Bareback. Sem querer ser alarmista, seria interessante que a Saúde Pública fizesse um trabalho também focado nestes grupos.
O Brasil avançou muito no combate à Aids e é exemplo para vários países. Conter estas 'modernidades' é essencial, pois se houver um crescimento no número de contaminações, possivelmente o sistema de saúde não conseguirá atender a todos e o resultado disso será o óbito dos que forem 'premiados' com a roleta-russa. Márcio Dantas de Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual.
Friday, July 20, 2007
PÊNIS E CARROS
Qual a relação entre o tamanho do pênis e a forma de dirigir no trânsito? Para muita gente não há qualquer relação entre uma coisa e outra. Porém, este tema está sendo usado em uma campanha publicitária para reduzir acidentes de trânsito na Austrália. O fato é que o tamanho do pênis é uma preocupação constante para a maioria dos homens, principalmente para os jovens. Eles vêem no pênis um símbolo de força, potência, masculinidade e até de auto-estima.
No Brasil, por exemplo, 66% dos homens, conforme uma pesquisa publicada há alguns anos, não estão satisfeitos com o tamanho do seu pênis. A campanha de trânsito na Austrália busca atingir o homem justamente neste ponto tão sensível de sua anatomia. É exatamente o inverso do que sempre fez a indústria automobilística. Há muito tempo as propagandas de veículos associam a potência dos carros ao prazer e a belas mulheres.
No entendimento dos produtores dos comerciais, os jovens abusam dos carros como forma de compensar problemas em sua auto-estima. A campanha quer transformar o excesso de velocidade em algo inaceitável e para isso, mostram mulheres questionando a masculinidade dos jovens que abusam da velocidade. Pesquisas realizadas em vários países mostram que há realmente esta relação homem/carro. O carro para o homem é um símbolo muito forte, uma demonstração de poder, força, sucesso, de autoconfiança, ascensão social.
O bom da campanha é que ela abre uma nova discussão. É preciso mesmo ter um carro potente e veloz para ser feliz? É preciso ter um pênis enorme para ser feliz? É claro que não. No Brasil, o tamanho médio do pênis varia entre 11,5 a 16 cm. O prazer sexual não tem relação com o tamanho do membro masculino. Não é porque o pênis tem 18 ou 20 cm que o prazer será maior. É sempre bom lembrar que a vagina é elástica e se adapta ao tamanho do pênis do parceiro. Voltando à campanha de trânsito, não sei se ela ajudará a reduzir os acidentes na Austrália, mas é uma forma inteligente e jovem de abordar o tema.
No Brasil, por exemplo, 66% dos homens, conforme uma pesquisa publicada há alguns anos, não estão satisfeitos com o tamanho do seu pênis. A campanha de trânsito na Austrália busca atingir o homem justamente neste ponto tão sensível de sua anatomia. É exatamente o inverso do que sempre fez a indústria automobilística. Há muito tempo as propagandas de veículos associam a potência dos carros ao prazer e a belas mulheres.
No entendimento dos produtores dos comerciais, os jovens abusam dos carros como forma de compensar problemas em sua auto-estima. A campanha quer transformar o excesso de velocidade em algo inaceitável e para isso, mostram mulheres questionando a masculinidade dos jovens que abusam da velocidade. Pesquisas realizadas em vários países mostram que há realmente esta relação homem/carro. O carro para o homem é um símbolo muito forte, uma demonstração de poder, força, sucesso, de autoconfiança, ascensão social.
O bom da campanha é que ela abre uma nova discussão. É preciso mesmo ter um carro potente e veloz para ser feliz? É preciso ter um pênis enorme para ser feliz? É claro que não. No Brasil, o tamanho médio do pênis varia entre 11,5 a 16 cm. O prazer sexual não tem relação com o tamanho do membro masculino. Não é porque o pênis tem 18 ou 20 cm que o prazer será maior. É sempre bom lembrar que a vagina é elástica e se adapta ao tamanho do pênis do parceiro. Voltando à campanha de trânsito, não sei se ela ajudará a reduzir os acidentes na Austrália, mas é uma forma inteligente e jovem de abordar o tema.
Thursday, July 12, 2007
A TECNOLOGIA E O SEXO
Estamos vivendo a era da tecnologia. Aqueles aparelhinhos que antes a gente via em filmes do James Bond, o espião inglês a serviço de sua majestade, hoje são comprados em qualquer loja de eletroeletrônicos ou barraquinhas de camelódromos. Hoje, você tem câmeras fotográficas e de vídeo no telefone celular. Em um simples aparelho de MP3 é possível carregar toda a sua coleção de discos com seus cantores prediletos. É uma revolução, sem dúvida. Mas toda esta revolução também tem o outro lado. O lado que não é muito agradável e que pode afetar seriamente a vida das pessoas.
Dias atrás circulava na internet uma seqüência de fotos tiradas com um telefone celular. Nas fotos, um casal de namorados, talvez por brincadeira, registrou vários momentos de uma estada no motel. Momentos bem explícitos, diga-se. É lógico que nem tudo o que está na internet é o que realmente acontece.
Porém, a situação mostrada pode realmente acontecer com qualquer um. Para encurtar a história, o telefone celular teria sido roubado e as fotos do casal foram parar nas páginas da internet. Você pode imaginar o problema que isso pode causar para as famílias e para os dois personagens envolvidos?
A tecnologia é maravilhosa mas precisa ser usada com responsabilidade. Hoje vemos que muita gente não tem respeito ou responsabilidade pelo outro. Para muitas pessoas, essas duas qualidades passaram a ser descartáveis. ''Quando não tem mais valor pra mim eu destruo''.
A internet, por ser um espaço livre e sem censura, é o local mais usado para a destruição de pessoas. Nada se compara a ela em velocidade e ferocidade. Há exemplos para todos os lados. Uma das vítimas foi uma garota do interior de São Paulo, que teve fotos, possivelmente adulteradas, colocadas na internet. A moça precisou sair da cidade onde morava e virou alvo de brincadeiras maldosas na faculdade onde estudava. Os responsáveis pela brincadeira de mau gosto foram presos, mas até que isso ocorresse, o estrago já estava feito.
O caso mais emblemático foi o da modelo e apresentadora Daniela Cicarelli, que teve cenas tórridas com seu namorado espalhadas pela internet. Portanto, o que pode começar como um joguinho ou brincadeira inocente entre duas pessoas pode se transformar num grande desastre pessoal.
Dias atrás circulava na internet uma seqüência de fotos tiradas com um telefone celular. Nas fotos, um casal de namorados, talvez por brincadeira, registrou vários momentos de uma estada no motel. Momentos bem explícitos, diga-se. É lógico que nem tudo o que está na internet é o que realmente acontece.
Porém, a situação mostrada pode realmente acontecer com qualquer um. Para encurtar a história, o telefone celular teria sido roubado e as fotos do casal foram parar nas páginas da internet. Você pode imaginar o problema que isso pode causar para as famílias e para os dois personagens envolvidos?
A tecnologia é maravilhosa mas precisa ser usada com responsabilidade. Hoje vemos que muita gente não tem respeito ou responsabilidade pelo outro. Para muitas pessoas, essas duas qualidades passaram a ser descartáveis. ''Quando não tem mais valor pra mim eu destruo''.
A internet, por ser um espaço livre e sem censura, é o local mais usado para a destruição de pessoas. Nada se compara a ela em velocidade e ferocidade. Há exemplos para todos os lados. Uma das vítimas foi uma garota do interior de São Paulo, que teve fotos, possivelmente adulteradas, colocadas na internet. A moça precisou sair da cidade onde morava e virou alvo de brincadeiras maldosas na faculdade onde estudava. Os responsáveis pela brincadeira de mau gosto foram presos, mas até que isso ocorresse, o estrago já estava feito.
O caso mais emblemático foi o da modelo e apresentadora Daniela Cicarelli, que teve cenas tórridas com seu namorado espalhadas pela internet. Portanto, o que pode começar como um joguinho ou brincadeira inocente entre duas pessoas pode se transformar num grande desastre pessoal.
Wednesday, July 04, 2007
O MITO DA MASTURBAÇÃO
De tempos em tempos surgem alguns mitos que vão sendo transmitidos por meio do famoso telefone sem fio, boca-a-boca, e se perpetuando na sociedade. Muitas pessoas acabam transformando esses mitos em verdades absolutas, mesmo sem qualquer informação consistente que os comprove. Alguns são criados por segmentos da sociedade para conter ou colocar regras nas relações humanas. Inclusive, na atividade sexual.
Entre os mitos que ainda perduram nos dias de hoje em algumas regiões do país está o de que a masturbação em excesso pode provocar infertilidade ou impotência sexual. Não é verdade. Aliás, a masturbação é uma atividade normal do ser humano.
Algumas pesquisas relatadas em livros recentes, comprovadas por ultra-sonografias, mostram que a masturbação, tanto feminina como a masculina, ocorre, inclusive, intra-útero. Ou seja, antes mesmo de o bebê nascer, ele já experimenta as sensações da masturbação. Assim, a masturbação é um reflexo motor sensitivo, prazeroso, que está presente na vida das pessoas muito antes do que se imaginava.
Na verdade, ela acompanha o ser humano durante toda a sua vida com maior ou menor intensidade. É o caso, por exemplo, de homens com idade avançada que sofrem de impotência sexual. A masturbação é a forma com que muitos desses homens realizam sua atividade sexual.
É sempre bom lembrar que para a ejaculação não é necessária a ereção do pênis. A ereção é fundamental para a penetração. Como os homens que sofrem de impotência não têm ereção, a masturbação é usada para o prazer sexual.
Outro mito comum que se ouve muito é que a vasectomia e a laqueadura reduzem o desejo sexual. Também não é verdade. No caso dos homens, a vasectomia pode ter o efeito até de melhorar a libido. Como ela impede a passagem dos espermatozóides e a fertilização, os homens, sem esta possibilidade de engravidar a parceira, sentem-se mais livres para o sexo.
No caso da laqueadura o que pode ocorrer é que nos primeiros dias após a cirurgia, por causa das dores advindas do pós-operatório, o desejo sexual é refreado. Porém, quando a mulher já está restabelecida, o desejo sexual também volta ao normal, a não ser que ela esteja com algum problema emocional. Neste caso é importante procurar a ajuda de um profissional especializado.
Entre os mitos que ainda perduram nos dias de hoje em algumas regiões do país está o de que a masturbação em excesso pode provocar infertilidade ou impotência sexual. Não é verdade. Aliás, a masturbação é uma atividade normal do ser humano.
Algumas pesquisas relatadas em livros recentes, comprovadas por ultra-sonografias, mostram que a masturbação, tanto feminina como a masculina, ocorre, inclusive, intra-útero. Ou seja, antes mesmo de o bebê nascer, ele já experimenta as sensações da masturbação. Assim, a masturbação é um reflexo motor sensitivo, prazeroso, que está presente na vida das pessoas muito antes do que se imaginava.
Na verdade, ela acompanha o ser humano durante toda a sua vida com maior ou menor intensidade. É o caso, por exemplo, de homens com idade avançada que sofrem de impotência sexual. A masturbação é a forma com que muitos desses homens realizam sua atividade sexual.
É sempre bom lembrar que para a ejaculação não é necessária a ereção do pênis. A ereção é fundamental para a penetração. Como os homens que sofrem de impotência não têm ereção, a masturbação é usada para o prazer sexual.
Outro mito comum que se ouve muito é que a vasectomia e a laqueadura reduzem o desejo sexual. Também não é verdade. No caso dos homens, a vasectomia pode ter o efeito até de melhorar a libido. Como ela impede a passagem dos espermatozóides e a fertilização, os homens, sem esta possibilidade de engravidar a parceira, sentem-se mais livres para o sexo.
No caso da laqueadura o que pode ocorrer é que nos primeiros dias após a cirurgia, por causa das dores advindas do pós-operatório, o desejo sexual é refreado. Porém, quando a mulher já está restabelecida, o desejo sexual também volta ao normal, a não ser que ela esteja com algum problema emocional. Neste caso é importante procurar a ajuda de um profissional especializado.
Thursday, June 28, 2007
O SEXO PRECISA ESTAR NA AGENDA
Planejamento é bom em todas as áreas. É importante para otimizar os negócios. Indispensável para promover o crescimento da empresa. E necessário até para guardar dinheiro e realizar um sonho especial.
Então, que tal planejar a vida sexual do casal? Isso mesmo, criar uma agenda do amor, marcando dia, horário e local de encontros especiais.
Por algum motivo desconhecido, as pessoas pensam que o casamento marca o fim do trabalho de conquista e sedução do parceiro. Acreditam que, por terem assumido este compromisso, não é preciso ter pressa ou preocupação.
É fato que quando duas pessoas se casam ou decidem viver juntas, as necessidades do dia-a-dia acabam se transformando em prioridades. Assim, é comum, com o tempo, os carinhos e o sexo acabarem ficando cada vez mais para ''quando dá''. E assim, nunca dá.
O que acaba com o desejo não é o casamento, é a acomodação, a preguiça. Dá trabalho seduzir e conquistar alguém e o bom sexo depende da nossa capacidade de manter quem amamos seduzido.
Esqueçamos os pudores e os falsos moralismos. Admitamos que sem sexo, e do bom, não há relacionamento que dure. E sem o núcleo, ''eu Jane, você Tarzan'', o sonho de uma família estruturada e equilibrada fica mais difícil de ser concretizado.
Se o problema é tempo, a agenda resolve. Marcando com antecedência, dá para chegar mais cedo em casa e até planejar para aquele momento especial não coincidir com a final da Taça da Libertadores.
Se o problema é ''clima''. Agendando o encontro, dá para passar no cabeleireiro, massagista, depilador... e garantir estar especialmente linda para aquele momento.
Agendar também ajuda a criar o hábito. E fazer sexo com quem amamos é um hábito, comprovadamente, saudável.
Mas agenda não é só para eventos periódicos. Para garantir que o fogo continue ardendo até o próximo encontro, marque, aí, na sua agenda, como tarefa para todos os dias: lembrar de seduzir o meu amor. Comece e vai perceber quanto tempo você andava perdendo.
Então, que tal planejar a vida sexual do casal? Isso mesmo, criar uma agenda do amor, marcando dia, horário e local de encontros especiais.
Por algum motivo desconhecido, as pessoas pensam que o casamento marca o fim do trabalho de conquista e sedução do parceiro. Acreditam que, por terem assumido este compromisso, não é preciso ter pressa ou preocupação.
É fato que quando duas pessoas se casam ou decidem viver juntas, as necessidades do dia-a-dia acabam se transformando em prioridades. Assim, é comum, com o tempo, os carinhos e o sexo acabarem ficando cada vez mais para ''quando dá''. E assim, nunca dá.
O que acaba com o desejo não é o casamento, é a acomodação, a preguiça. Dá trabalho seduzir e conquistar alguém e o bom sexo depende da nossa capacidade de manter quem amamos seduzido.
Esqueçamos os pudores e os falsos moralismos. Admitamos que sem sexo, e do bom, não há relacionamento que dure. E sem o núcleo, ''eu Jane, você Tarzan'', o sonho de uma família estruturada e equilibrada fica mais difícil de ser concretizado.
Se o problema é tempo, a agenda resolve. Marcando com antecedência, dá para chegar mais cedo em casa e até planejar para aquele momento especial não coincidir com a final da Taça da Libertadores.
Se o problema é ''clima''. Agendando o encontro, dá para passar no cabeleireiro, massagista, depilador... e garantir estar especialmente linda para aquele momento.
Agendar também ajuda a criar o hábito. E fazer sexo com quem amamos é um hábito, comprovadamente, saudável.
Mas agenda não é só para eventos periódicos. Para garantir que o fogo continue ardendo até o próximo encontro, marque, aí, na sua agenda, como tarefa para todos os dias: lembrar de seduzir o meu amor. Comece e vai perceber quanto tempo você andava perdendo.
Friday, June 15, 2007
PARADA GAY PODERIA SER MELHOR APROVEITADA
Em apenas 11 anos a Parada Gay, realizada na cidade de São Paulo, já se tornou a maior do mundo. Este ano, três milhões de pessoas participaram da festividade. Não houve confusão. Com muita música e diversão, foi uma das mais tranquilas dos últimos anos. O aspecto positivo é que parece que o preconceito contra os homossexuais está diminuindo. O evento reuniu muitas famílias e um grande número de pessoas heterossexuais que foram prestigiar, conhecer e apoiar a festa.
Os cadernos de economia deram manchetes mostrando que este é o segundo maior evento da capital paulista em termos de faturamento. A previsão era de que a Parada Gay movimentasse este ano perto de R$ 136 milhões. Somente a etapa brasileira de Fórmula 1 gera um faturamento maior: R$ 150 milhões.
O aspecto econômico é importante, porém me parece que o evento poderia ser melhor aproveitado se ele produzisse um amplo debate sobre a condição do homossexual no Brasil.
Mas o que percebemos é que, de uma forma geral, a imprensa deu menos espaço para o evento comparativamente aos anos anteriores. E isso não é bom. A mídia procura a novidade. E a Parada Gay já não é tão novidade assim. Talvez seja por isso que o espaço ocupado pelo evento nos jornais, emissoras de rádio e TVs foi reduzido. Mas é importante que se amplifiquem as discussões.
Nos últimos anos, percebemos que houve evolução no combate ao preconceito. Mas temos diversos temas que precisam de uma atenção especial, como é o caso do casamento entre homossexuais, adoção, políticas educativas, combate à violência e à homofobia.
A homofobia, por exemplo, ainda está enraizada em vários segmentos da sociedade. Segmentos que temem o diferente, não admitem a diversidade. É interessante que, por mais que os anos passem e que se desmistifiquem os conceitos, ainda há pessoas que tratam a homossexualidade como uma doença, como um pecado.
São esses motivos que nos levam a crer que a Parada Gay, além da festa em si, poderia ser usada para fomentar mais debates e discussões sobre políticas de saúde, de inclusão e principalmente educacionais. A educação ainda é o melhor caminho para reduzir o preconceito e para disseminar o respeito.
Fonte: Folha de Londrina – 15/06/07
Os cadernos de economia deram manchetes mostrando que este é o segundo maior evento da capital paulista em termos de faturamento. A previsão era de que a Parada Gay movimentasse este ano perto de R$ 136 milhões. Somente a etapa brasileira de Fórmula 1 gera um faturamento maior: R$ 150 milhões.
O aspecto econômico é importante, porém me parece que o evento poderia ser melhor aproveitado se ele produzisse um amplo debate sobre a condição do homossexual no Brasil.
Mas o que percebemos é que, de uma forma geral, a imprensa deu menos espaço para o evento comparativamente aos anos anteriores. E isso não é bom. A mídia procura a novidade. E a Parada Gay já não é tão novidade assim. Talvez seja por isso que o espaço ocupado pelo evento nos jornais, emissoras de rádio e TVs foi reduzido. Mas é importante que se amplifiquem as discussões.
Nos últimos anos, percebemos que houve evolução no combate ao preconceito. Mas temos diversos temas que precisam de uma atenção especial, como é o caso do casamento entre homossexuais, adoção, políticas educativas, combate à violência e à homofobia.
A homofobia, por exemplo, ainda está enraizada em vários segmentos da sociedade. Segmentos que temem o diferente, não admitem a diversidade. É interessante que, por mais que os anos passem e que se desmistifiquem os conceitos, ainda há pessoas que tratam a homossexualidade como uma doença, como um pecado.
São esses motivos que nos levam a crer que a Parada Gay, além da festa em si, poderia ser usada para fomentar mais debates e discussões sobre políticas de saúde, de inclusão e principalmente educacionais. A educação ainda é o melhor caminho para reduzir o preconceito e para disseminar o respeito.
Fonte: Folha de Londrina – 15/06/07
Monday, June 11, 2007
QUANDO O FILHO ASSUME A HOMOSSEXUALIDADE
Num belo dia, o filho ou a filha chega em casa, se enche de coragem e determinação e diz para os pais: sou homossexual. A revelação pode ser um choque para os pais, mas é um alívio para o filho ou filha. Milhões de pais já passaram por isso, em todos os lugares do mundo. E mesmo sabendo que esta situação não é tão incomum, a maioria continua angustiada, sem saber exatamente como e o que fazer. Mas não são só eles.
O que fazer nesta situação foi a pergunta que encerrou o seminário sobre sexologia dias atrás, numa das mais conceituadas universidades brasileiras. No curso estavam 50 profissionais de diversas especialidades que já trabalham com sexualidade. A pergunta causou um silêncio preocupante. Como lidar com esta revelação?
É comum, na maioria das comunidades, que as crianças, desde bebês, sejam orientadas para o gênero heterossexual. O menino ganha roupas azuis, bola de futebol, carrinhos. O quarto das meninas é decorado em tons rosa, elas recebem bonecas e panelinhas de presente. Por isso, quando acontece a revelação da opção sexual do filho, muitos pais acham que fizeram algo de errado na educação deles. E até se culpam por isso.
Desde 1985, o Conselho Federal de Medicina do Brasil não considera a homossexualidade uma doença física e mental. Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia publicou uma resolução, normatizando a conduta dos psicólogos diante da questão: ''Os psicólogos não colaborarão com eventos ou serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades''. Traduzindo: homossexualidade não é doença.
Algumas estatísticas mais tradicionais dizem que 10% da população masculina é bissexual, sendo que de 2% a 4% seria exclusivamente homossexual. Os percentuais caem pela metade no caso das mulheres. Há pesquisas sendo divulgadas nos Estados Unidos mostrando que 24% da população, em algum momento da vida, desenvolveu alguma ação homossexual. Além desta situação, ainda existe a homossexualidade ocasional. Isso ocorre muitas vezes em ambientes de muita tensão, como nas guerras e cadeias.
A homossexualidade nada mais é do que uma das variações das diversas possibilidades do desejo sexual que o ser humano tem. Por isso, se o seu filho ou filha disser que é homossexual, nada de brigar; isso só piora a dor de todos.
O melhor caminho é conversar e entender em que nível de amadurecimento emocional a pessoa se encontra, como está a saúde física e mental do filho(a) e quais são suas necessidades reais. O entendimento e a proteção familiar são o socorro mais imediato para amenizar a angústia pela qual o filho ou a filha passou nos anos de silêncio.
O que fazer nesta situação foi a pergunta que encerrou o seminário sobre sexologia dias atrás, numa das mais conceituadas universidades brasileiras. No curso estavam 50 profissionais de diversas especialidades que já trabalham com sexualidade. A pergunta causou um silêncio preocupante. Como lidar com esta revelação?
É comum, na maioria das comunidades, que as crianças, desde bebês, sejam orientadas para o gênero heterossexual. O menino ganha roupas azuis, bola de futebol, carrinhos. O quarto das meninas é decorado em tons rosa, elas recebem bonecas e panelinhas de presente. Por isso, quando acontece a revelação da opção sexual do filho, muitos pais acham que fizeram algo de errado na educação deles. E até se culpam por isso.
Desde 1985, o Conselho Federal de Medicina do Brasil não considera a homossexualidade uma doença física e mental. Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia publicou uma resolução, normatizando a conduta dos psicólogos diante da questão: ''Os psicólogos não colaborarão com eventos ou serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades''. Traduzindo: homossexualidade não é doença.
Algumas estatísticas mais tradicionais dizem que 10% da população masculina é bissexual, sendo que de 2% a 4% seria exclusivamente homossexual. Os percentuais caem pela metade no caso das mulheres. Há pesquisas sendo divulgadas nos Estados Unidos mostrando que 24% da população, em algum momento da vida, desenvolveu alguma ação homossexual. Além desta situação, ainda existe a homossexualidade ocasional. Isso ocorre muitas vezes em ambientes de muita tensão, como nas guerras e cadeias.
A homossexualidade nada mais é do que uma das variações das diversas possibilidades do desejo sexual que o ser humano tem. Por isso, se o seu filho ou filha disser que é homossexual, nada de brigar; isso só piora a dor de todos.
O melhor caminho é conversar e entender em que nível de amadurecimento emocional a pessoa se encontra, como está a saúde física e mental do filho(a) e quais são suas necessidades reais. O entendimento e a proteção familiar são o socorro mais imediato para amenizar a angústia pela qual o filho ou a filha passou nos anos de silêncio.
Tuesday, June 05, 2007
HIGIENE PREVINE CÂNCER NO PÊNIS
Um dia alguém percebeu que uma das melhores formas de ajudar no combate à infecção hospitalar era simples e barata. O simples ato de lavar as mãos com água e sabão depois de um atendimento ou procedimento médico baixou muito os índices de infecção hospitalar, em diversos hospitais brasileiros.
A higiene é fundamental na vida das pessoas. Ela ajuda a combater e prevenir contra várias doenças. Uma dessas doenças é o câncer no pênis.
As pessoas se lembram de comer todos os dias porque, caso contrário, morreriam de fome; escovam os dentes todos os dias para preservá-los e manter a boca saudável. Mas então por que será que muita gente se esquece de fazer a higiene íntima regularmente, mesmo sabendo que isso é importante para evitar enfermidades e ter uma vida sexual saudável e prazerosa?
O câncer de pênis aparece com mais freqüência em homens com idade acima de 50 anos. Em jovens a incidência é bem menor, mas existe. Nas regiões Norte e Nordeste, segundo o Ministério da Saúde, o câncer de pênis é mais comum do que o câncer de bexiga e de próstata.
Entre os sintomas mais evidentes e visíveis estão a perda da pigmentação 1do pênis, formação de caroço, feridas que não desaparecem, tumor no pênis ou na virilha, vermelhidão constante. Observando qualquer desses sintomas, é necessário procurar um médico com urgência para uma avaliação clínica.
Há casos em que a pessoa somente procura um médico mais de um ano depois do aparecimento dos primeiros sintomas. Além de prejudicar o tratamento, a doença pode atingir um estágio irreversível.
Se o problema é detectado no início, o tratamento é mais eficaz e os resultados são melhores, porém, em estágios muito avançados pode ocorrer até a necessidade de amputação do membro.
A boa higiene é fundamental. São vários os problemas que a falta de uma higiene adequada pode provocar. Na cabeça do pênis (glande) e no prepúcio existem glândulas sebáceas que produzem uma substância gordurosa e esbranquiçada, e com um cheiro característico chamada esmegma. Quando a higiene do pênis não é bem feita, o esmegma acumula-se e provoca mau cheiro, além disso facilita o aparecimento de inflamações e infecções.
É importante ressaltar que o uso de camisinha ainda é o melhor meio de se prevenir contra doenças sexualmente transmissíveis. Nunca use pomadas ou outros remédios sem antes consultar um médico.
Márcio Dantas de Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual
FONTE: Folha de Londrina – Caderno de Cidades – 05/06/07
A higiene é fundamental na vida das pessoas. Ela ajuda a combater e prevenir contra várias doenças. Uma dessas doenças é o câncer no pênis.
As pessoas se lembram de comer todos os dias porque, caso contrário, morreriam de fome; escovam os dentes todos os dias para preservá-los e manter a boca saudável. Mas então por que será que muita gente se esquece de fazer a higiene íntima regularmente, mesmo sabendo que isso é importante para evitar enfermidades e ter uma vida sexual saudável e prazerosa?
O câncer de pênis aparece com mais freqüência em homens com idade acima de 50 anos. Em jovens a incidência é bem menor, mas existe. Nas regiões Norte e Nordeste, segundo o Ministério da Saúde, o câncer de pênis é mais comum do que o câncer de bexiga e de próstata.
Entre os sintomas mais evidentes e visíveis estão a perda da pigmentação 1do pênis, formação de caroço, feridas que não desaparecem, tumor no pênis ou na virilha, vermelhidão constante. Observando qualquer desses sintomas, é necessário procurar um médico com urgência para uma avaliação clínica.
Há casos em que a pessoa somente procura um médico mais de um ano depois do aparecimento dos primeiros sintomas. Além de prejudicar o tratamento, a doença pode atingir um estágio irreversível.
Se o problema é detectado no início, o tratamento é mais eficaz e os resultados são melhores, porém, em estágios muito avançados pode ocorrer até a necessidade de amputação do membro.
A boa higiene é fundamental. São vários os problemas que a falta de uma higiene adequada pode provocar. Na cabeça do pênis (glande) e no prepúcio existem glândulas sebáceas que produzem uma substância gordurosa e esbranquiçada, e com um cheiro característico chamada esmegma. Quando a higiene do pênis não é bem feita, o esmegma acumula-se e provoca mau cheiro, além disso facilita o aparecimento de inflamações e infecções.
É importante ressaltar que o uso de camisinha ainda é o melhor meio de se prevenir contra doenças sexualmente transmissíveis. Nunca use pomadas ou outros remédios sem antes consultar um médico.
Márcio Dantas de Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual
FONTE: Folha de Londrina – Caderno de Cidades – 05/06/07
Thursday, May 31, 2007
ENTRE QUATRO PAREDES
Sexo é um assunto sempre instigante e sempre muito controverso. Em cada cultura, em cada país, ele é tratado de uma forma particular. E mesmo dentro de uma mesma cultura, uma mesma cidade, o sexo é visto de ''n'' modos diferentes. O que é interessante e prazeroso para uns nem sempre é interessante e prazeroso para outros. Uma pergunta, por exemplo, que sempre persegue as pessoas, mesmo aquelas que se consideram esclarecidas e liberais, é se vale tudo entre quatro paredes.
O fato é que não existe exatamente uma resposta definitiva. Vale e não vale. A resposta pode parecer ambígua, inconclusiva. Mas é a mais pura realidade. Entre quatro paredes, a sua permissão vai até onde o seu parceiro ou sua parceira permitir. O prazer do sexo necessita de compartilhamento, de troca, de entrega. Se apenas um dos participantes tem prazer, com certeza não haverá satisfação e quando não há satisfação, há frustração. No sexo, ninguém deve ser apenas coadjuvante. Os dois precisam ser protagonistas.
É por isso que a resposta de 'se entre quatro paredes vale tudo' é tão complexa. Veja. Há pessoas que adoram o arroz com feijão, e o máximo de ousadia que se permitem é fazer uma ou outra variação de posições no momento do ato sexual. Preferem o sexo básico, sem grandes inovações.
Já há os que adoram as fantasias, os complementos, os fetiches, as variações. Fazem de cada relação sexual um momento especial, transformando-o praticamente em um evento. Quem está certo? Todos estão certos, desde que respeitem o parceiro.
A verdade é que cada pessoa, cada casal precisa encontrar o seu ponto de equilíbrio e de prazer mútuo. O sexo pode ser desfrutado de infindáveis formas. Há casais que se tornam tão amigos, mas tão amigos, com uma convivência tão tranquila e estável, que o sexo acaba se transformando num ato importante, mas não essencial à relação. Essas pessoas, muitas vezes, deixam de buscar as infinitas possibilidades de prazer a dois que o sexo pode oferecer. Mas é sempre bom estar alerta, pois muitas vezes quando tudo está bem, nada está bem. A acomodação pode se transformar em um enorme mal para as relações.
Já outros casais preferem viver a sexualidade de forma mais intensa, usando a criatividade para melhorar a vida sexual. Até a reconciliação depois daquela briguinha pode ser transformada numa motivação a mais para o sexo ficar mais prazeroso.
Tuesday, May 22, 2007
SÍNDROME DE PEYRONIE
Você já ouviu falar da Síndrome de Peyronie? A doença foi identificada pela primeira vez pelo médico francês François Gigot de La Peyronie. As principais características visíveis são uma espécie de calo e uma curvatura anormal e progressiva do pênis - seja ela para cima, para baixo ou para o lado, no momento da ereção - provocada por uma fibrose.
É preciso deixar claro que nem toda curvatura no pênis é decorrente da doença. Em alguns casos, a curvatura é congênita. É importante dizer também que nem todo pênis com curvatura apresenta problemas.
A Síndrome de Peyronie aparece com mais frequência em homens adultos com idade acima de 38 anos. Em casos extremos, a curvatura do pênis pode atingir até 90 graus, causando desconforto e até impossibilitando uma relação sexual de forma satisfatória. Nos casos mais graves, a doença reduz a potência da ereção. Nestas situações, além da doença em si, a perda da qualidade da atividade sexual pode afetar a pessoa emocionalmente.
Alguns estudos associam o problema ao estresse, a acidentes com trauma na região genital, microtraumas durante a relação sexual, evoluindo para fibrose e calcificação. A placa de fibrose pode se instalar na superfície ou na parte interna do pênis.
Nos seis primeiros meses do aparecimento da doença, o homem sente dores no pênis no momento da ereção. Com o tempo, a impressão que ele tem é de que a dor diminui, mas na maioria dos casos a pessoa apenas aprende a conviver com ela, o que não é nada bom.
Para avaliar a dimensão e extensão da doença, é importante a realização de uma ultra-sonografia. Os tratamentos variam de acordo com a gravidade. Há a possibilidade de tratamento clínico e em outros casos é preciso uma intervenção cirúrgica.
Da mesma forma que o homem cuida de seu coração, indo regularmente ao médico, também é preciso cuidar do seu órgão genital e de sua saúde emocional.
Mitos e Verdades - Verdade: não há uma forma eficaz comprovada de prevenção contra a Síndrome de Peyronie
Marcio Dantas de Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual
É preciso deixar claro que nem toda curvatura no pênis é decorrente da doença. Em alguns casos, a curvatura é congênita. É importante dizer também que nem todo pênis com curvatura apresenta problemas.
A Síndrome de Peyronie aparece com mais frequência em homens adultos com idade acima de 38 anos. Em casos extremos, a curvatura do pênis pode atingir até 90 graus, causando desconforto e até impossibilitando uma relação sexual de forma satisfatória. Nos casos mais graves, a doença reduz a potência da ereção. Nestas situações, além da doença em si, a perda da qualidade da atividade sexual pode afetar a pessoa emocionalmente.
Alguns estudos associam o problema ao estresse, a acidentes com trauma na região genital, microtraumas durante a relação sexual, evoluindo para fibrose e calcificação. A placa de fibrose pode se instalar na superfície ou na parte interna do pênis.
Nos seis primeiros meses do aparecimento da doença, o homem sente dores no pênis no momento da ereção. Com o tempo, a impressão que ele tem é de que a dor diminui, mas na maioria dos casos a pessoa apenas aprende a conviver com ela, o que não é nada bom.
Para avaliar a dimensão e extensão da doença, é importante a realização de uma ultra-sonografia. Os tratamentos variam de acordo com a gravidade. Há a possibilidade de tratamento clínico e em outros casos é preciso uma intervenção cirúrgica.
Da mesma forma que o homem cuida de seu coração, indo regularmente ao médico, também é preciso cuidar do seu órgão genital e de sua saúde emocional.
Mitos e Verdades - Verdade: não há uma forma eficaz comprovada de prevenção contra a Síndrome de Peyronie
Marcio Dantas de Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual
Friday, May 04, 2007
VOCÊ SABE O QUE É ANDROCLIMATÉRIO?
Se há uma coisa de que ninguém escapa é dos efeitos causados pelo tempo. A idade chega, o corpo reage diferente aos estímulos. Muitas pessoas ainda acreditam, por exemplo, que o fato do homem se tornar mais impaciente e nervoso quando fica mais velho é natural e, por isso, irreversível.
Isso não é verdade. O fato é que a idade vem para todos e ela traz mudanças no corpo do homem. A alteração de humor, a queda da disposição física, bem como a diminuição do apetite sexual são reflexos diretos de variações hormonais causadas pelo processo de envelhecimento, que desencadeia o climatério masculino, que deve e pode ser tratado.
A melhor alternativa para este caso é a prevenção. Todos os homens devem realizar exames periódicos para medir a dosagem hormonal a partir dos 40 anos de idade. A queda na produção deste hormônio é natural. Ela tem início a partir dos 20 anos e sua diminuição varia de 17% a 32% até os 60 anos. A queda mais acentuada ocorre entre os 20 e 40 anos.
Mesmo assim, na maioria dos homens, a quantidade produzida pelos testículos continua suficiente com o avançar da idade. O acompanhamento permite intervir assim que a queda de produção dos hormônios, principalmente da testosterona - hormônio masculino que regula a energia vital e o humor - for mais significativa.
Nos homens, níveis insuficientes de testosterona provocam, entre outros sintomas, cansaço físico, desânimo e irritabilidade. Esses sintomas acabam prejudicando o convívio social da pessoa, levando-a à solidão e a um comportamento depressivo. Esta situação pode ser evitada com conscientização, prevenção e tratamento.
Com o diagnóstico precoce, a reposição hormonal traz resultados excelentes. Embora não haja nenhuma comprovação científica de que a testosterona potencializa o aparecimento de câncer de próstata, este tipo de tratamento não é indicado quando o paciente tem histórico pessoal de câncer de próstata ou casos da doença na família.
Isso não é verdade. O fato é que a idade vem para todos e ela traz mudanças no corpo do homem. A alteração de humor, a queda da disposição física, bem como a diminuição do apetite sexual são reflexos diretos de variações hormonais causadas pelo processo de envelhecimento, que desencadeia o climatério masculino, que deve e pode ser tratado.
A melhor alternativa para este caso é a prevenção. Todos os homens devem realizar exames periódicos para medir a dosagem hormonal a partir dos 40 anos de idade. A queda na produção deste hormônio é natural. Ela tem início a partir dos 20 anos e sua diminuição varia de 17% a 32% até os 60 anos. A queda mais acentuada ocorre entre os 20 e 40 anos.
Mesmo assim, na maioria dos homens, a quantidade produzida pelos testículos continua suficiente com o avançar da idade. O acompanhamento permite intervir assim que a queda de produção dos hormônios, principalmente da testosterona - hormônio masculino que regula a energia vital e o humor - for mais significativa.
Nos homens, níveis insuficientes de testosterona provocam, entre outros sintomas, cansaço físico, desânimo e irritabilidade. Esses sintomas acabam prejudicando o convívio social da pessoa, levando-a à solidão e a um comportamento depressivo. Esta situação pode ser evitada com conscientização, prevenção e tratamento.
Com o diagnóstico precoce, a reposição hormonal traz resultados excelentes. Embora não haja nenhuma comprovação científica de que a testosterona potencializa o aparecimento de câncer de próstata, este tipo de tratamento não é indicado quando o paciente tem histórico pessoal de câncer de próstata ou casos da doença na família.
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