Wednesday, April 11, 2007

SERÁ QUE O BRASIL QUER ESTA MEDALHA?

Há poucos dias um jornal do Rio de Janeiro publicou uma matéria mostrando que prostitutas do Rio estão fazendo curso de inglês para melhor atender os clientes estrangeiros que estarão na cidade no período dos jogos Pan Americanos.

Quando você viaja para o exterior é comum encontrar agências de turismo que ofertam serviços sexuais incluídos nos pacotes turísticos para o Brasil. Os cartazes mostram mulheres sensuais e insinuam facilidades eróticas. O pior é que até em materiais oficiais do nosso próprio governo há esta exploração da sensualidade das mulheres brasileiras.

Em 1994, durante a Copa do Mundo dos Estados Unidos, quando os turistas descobriam que éramos brasileiros, era comum ouvirmos grosserias sobre as mulheres brasileiras.

O grande problema que vemos é que a prostituição e o turismo sexual, em várias cidades do nosso país, está deixando de ser exceção e sim a normalidade. Em algumas cidades litorâneas do Nordeste, há casos de pais que incentivam os filhos a se prostituir para trazer dinheiro para a família. A prostituição está se transformando em meio de subsistência. O que é possível esperar de jovens que passam a ver a prostituição e a exploração sexual como situações normais do cotidiano?

Sem querer agir como um puritano radical, esta situação precisa de atenção especial de todos nós. O comércio sexual afeta a vida das pessoas de forma brutal, principalmente aquelas que são usadas neste comércio.

O Brasil é um país lindo, cheio de belezas naturais, com um povo criativo, inventivo. O país não pode continuar se vendendo lá fora como o paraíso do sexo pago. Além de pressionar os órgãos do governo para que atuem com mais rigor contra o comércio do sexo e o turismo sexual, é necessário também uma atenção especial às famílias.

O Pan Americano está chegando. O Brasil está investindo uma fábula neste empreendimento para melhorar a imagem do país. Acredito que não seja a medalha de ouro do turismo sexual que o país quer ganhar.

Tuesday, April 03, 2007

ESTÉTICA DOS ÓRGÃOS GENITAIS

Ter saúde sexual é indispensável para homens e mulheres serem saudáveis física e emocionalmente. Mas preconceitos gerados por questões sociais e culturais tornam a vida das pessoas mais difícil, principalmente das mulheres.

Sim, o mundo evoluiu mas alguns temas continuam sendo “tabu”, quase da mesma forma que na idade média. O resultado é que mesmo nos dias atuais, com as facilidades para obter informações, é grande o número de mulheres que pouco ou nada sabem sobre a anatomia e função da vagina.

Enquanto o homem tem uma relação íntima com seu órgão sexual e desde pequeno aprende a valorizá-lo como fonte de prazer e de orgulho – símbolo de sua masculinidade; a mulher é socialmente educada para “ignorar” a existência do seu órgão sexual. Infelizmente a mulher ainda tem vergonha do próprio corpo. Afinal, até hoje, uma mulher que demonstra preocupação com sua saúde sexual (físico e desempenho) é considerada “avançada”.

Uma paciente me contou que só descobriu como era a sua vagina aos 30 anos. Disse que foi por acaso; quando estava na depilação. Só então ela decidiu pegar um espelhinho e descobrir como era o seu órgão sexual. E achou feia e esquisita – outro pré-conceito comum entre as mulheres.

E esta mulher não é uma exceção. Já tive pacientes que somente depois de muito tempo e até casamentos, descobriram que tinham algum tipo de má-formação da vagina e vulva. Achavam que o desconforto eventual era natural.

Os preconceitos fazem com que muitas vezes as mulheres convivam a vida inteira com um problema sexual sem saber que podem ficar livres dele, e de todos os constrangimentos que eles podem gerar. As cirurgias da intimidade podem ser feitas em qualquer fase da vida e as intervenções duram, em geral, entre 30 e 60 minutos, são feitas com anestesia local e raque e não deixam cicatrizes aparentes. Seja por uma questão estética ou ainda com o intuito corretivo, o resultado geralmente modifica de forma positiva a auto-estima dessas pessoas.

A maior queixa da brasileira é a hipertrofia dos pequenos lábios vulvares. Calcula-se que uma em cada mil mulheres apresenta o problema, e mais da metade se submete à cirurgia de correção. Outros problemas comuns são, escurecimento da mucosa (hiperpigmentação) e o alargamento do canal vaginal (fragilidade muscular ou hipotomia).

Monday, April 02, 2007

TODOS TÊM ORGASMO?

Afinal, todos os homens e todas as mulheres têm orgasmo? O ideal é que a resposta fosse sim, mas estudos comprovam que nem todos têm. Segundo um estudo sobre o perfil sexual dos brasileiros, publicado pela Revista Brasileira de Medicina, 29% das mulheres disseram que têm dificuldades para atingir o orgasmo. A palavra para este problema é anorgasmia.

Nos últimos anos, o comportamento sexual das pessoas vem passando por transformações. Independentemente de religiões, culturas e camada social, homens e mulheres buscam informações para conhecer melhor o próprio corpo e ter uma vida sexual mais saudável. Mas ainda há muito o que avançar.

A anorgasmia, por exemplo, é um mal que atinge milhares de pessoas. Ela é a ausência recorrente de orgasmo, após uma fase de excitação normal, ocorrida com estimulação adequada em intensidade e duração e pode ser classificada como primária, que é quando ocorre com pessoas que nunca atingiram um orgasmo, seja por meio da relação sexual ou da masturbação; a secundária ocorre em pessoas que tinham orgasmos em relações sexuais e deixaram de tê-los de forma sistemática; a absoluta, se a pessoa é incapaz de atingir um orgasmo pela relação sexual ou pela masturbação, em nenhuma circunstância; e situacional, se a pessoa pode alcançar um orgasmo, mas só em circunstâncias específicas.

Há vários fatores - orgânicos e psicológicos, ou ambos - que podem provocar a falta de orgasmo. As mulheres reagem de forma diferente dos homens aos estímulos. A mulher é mais sentimental e romântica. Ela tem que sentir e ser sentida. Já o estímulo do homem é mais visual, ele precisa tocar. As mulheres precisam se sentir bonitas, ter segurança, melhorar a auto-estima.

Entre os fatores orgânicos podemos destacar problemas com a tireóide, circulação sanguínea, cardiopatias, obesidade, diabetes, estar em estado depressivo ou o abuso do cigarro. Essas situações podem comprometer a excitação e, em consequência, a chegada ao orgasmo. A boa notícia é que a anorgasmia tem tratamento, e com ótimos resultados.

No site www.abcdasaude.com.br são apresentadas algumas técnicas para que as mulheres entendam mais o seu corpo. Se a questão for clínica, o melhor caminho é procurar um médico para uma avaliação.

Thursday, March 29, 2007

ONU recomenda circuncisão masculina contra a Aids

GENEBRA (Reuters) - A ONU formalizou na quarta-feira a recomendação da circuncisão masculina como forma de evitar a Aids em homens heterossexuais, especialmente em países africanos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Unaids (agência da ONU de combate à Aids) deram aval às recentes pesquisas segundo as quais a retirada do prepúcio pode reduzir a menos da metade a vulnerabilidade dos homens quando há contato sexual com mulheres contaminadas pelo vírus HIV.
As agências disseram que países com altas taxas de contaminação entre heterossexuais devem ampliar o acesso à circuncisão masculina, dando prioridade aos jovens sexualmente ativos, mas continuando a promover o uso de preservativos e os exames regulares.
"Essas recomendações representam um passo significativo adiante na prevenção do HIV", disse Kevin de Cock, diretor de programas de Aids/HIV da OMS.
Das 40 milhões de pessoas contaminadas no mundo, 25 milhões vivem na África Subsaariana, onde a atividade heterossexual é a principal forma de contaminação. Cerca de 30 por cento dos homens do mundo são circuncidados.
Especialistas acreditam que células do prepúcio sejam particularmente suscetíveis à contaminação pelo HIV. Não há evidências de que mulheres com parceiros circuncidados tenham menos risco, mas há estudos nesse sentido, segundo fontes da Unaids e da OMS.
Os estudos feitos até agora mostram que há poucos benefícios da circuncisão em práticas homossexuais masculinas.
FONTE: UOL Ciência e Saúde

Friday, March 16, 2007

A ATRAÇÃO PASSA PELO OLFATO

A maioria das pessoas já passou por isso. Você é apresentado a alguém no trabalho ou socialmente e mesmo sem nem trocar sequer um cumprimento, sente que algo o incomoda naquela pessoa e a sensação nítida é de ''não ter gostado dela''. É comum este sentimento causar até um certo desconforto porque não encontramos motivos para essa sensação.

O contrário também acontece. Você não conhece alguém, não foi apresentado ainda, mas sente que tem simpatia pela outra pessoa, chegando a afirmar que ''gosta dela''. Pode até parecer que é um caso de antipatia ou simpatia gratuita. Mas não é.

A causa mais comum para este tipo instantâneo de aceitação ou rejeição está no fato de cada pessoa ter um cheiro específico e individual. E embora este cheiro não seja percebido conscientemente como um perfume ou igual a um odor desagradável, ele influencia nossa vida o tempo todo. Tanto que na hora de escolher um parceiro o olfato pode ser mais importante que qualquer outro sentido.

A ciência já comprovou que mesmo com toda a evolução, o ser humano também utiliza os feromônios - substâncias químicas que funcionam como mensageiros, transportando informação entre indivíduos da mesma espécie psicológica.

Preocupado? Não há motivos. Pesquisas mostram que é fácil enganar o olfato humano. E empresas já estão lançando produtos com feromônios sintéticos, prometendo aumentar o poder de atração de homens e mulheres. Mas não confie nisso.

No caso dos seres humanos, o cheiro atrai ou repele em função das memórias e sensações que desperta e isso depende unicamente da história de vida de cada um, não dos instintos. Um bom perfume tem a mesma eficiência. E se a idéia é investir em cheiros, aproveite as dicas da aromaterapia.

Segundo esta ciência, alguns óleos essenciais de aromas específicos são capazes de estimular o sistema límbico e despertar instintos primários, como sexo, sede e fome. Entre os melhores para esquentar a vida sexual estão os óleos de jasmim, ylang-ylang, canela e cravo. Usados em produtos para massagem ou para perfumar ambientes, eles ajudam a criar ''o clima'', mas não são capazes de trazer excitamento sexual direto. Para isso, vale a receita de sempre: amor, desejo, respeito, cumplicidade e vontade de ser feliz.

Thursday, March 01, 2007

FRIGIDEZ PREOCUPA

Frigidez. A palavra é forte e ainda incomoda muito um grande número de mulheres. A palavra frigidez foi criada no início do século 20 pelo fundador da psicanálise, Sigmund Freud, para nominar o que se considerava mulher fria, aquela que não tinha desejo sexual. O termo, hoje entendido como pejorativo, não é mais usado por estudiosos e profissionais da área.

O termo mais usual hoje é anorgasmia, que é a falta de desejo sexual. Essa é uma das disfunções sexuais mais comuns entre as mulheres. A anorgasmia é um problema sério que merece investigação das causas e tratamento adequado.

Para que isso ocorra, é preciso deixar claro que frigidez e ausência de orgasmo são disfunções sexuais diferentes. Mulheres que não conseguem experimentar orgasmo podem continuar tendo prazer e interesse sexual. Já no caso da frigidez, o principal sintoma é a diminuição ou falta de desejo sexual. É importante lembrar que, ao contrário do que pensam alguns, o desejo sexual do ser humano adulto e consciente não se compara a simples pulsões fisiológicas, como é o caso da fome ou da sede. É formado por três componentes principais: a biologia, a psicologia e a socialização, todos interagindo continuamente uns com os outros.

Então, o passo seguinte é compreender que uma mulher não ''é frigida'', ela ''está'' sem desejo sexual. Os motivos podem ser circunstanciais como stress e descontentamento com o parceiro. Podem ser psicológicos, reflexo, por exemplo, de uma educação rígida e repressiva ou de experiências traumáticas. E embora seja menos comum, o problema pode ser causado por problemas orgânicos.

Pesquisas apontam que 66% das mulheres sofrem de alguma queixa de dores na penetração, uma das principais causas da ''frigidez''. A dor ofusca qualquer desejo, que compromete a excitação e o desempenho. A penetração antes de a mulher se sentir lubrificada é o fator que mais provoca esse tipo de desconforto. Mas há situações como inflamações e infecções na área genital que podem causar contrações e dores. Por isso, é sempre importante procurar um médico que vai poder orientar e indicar o melhor tratamento.

Mitos e Verdades

Verdade: estudos realizados com mulheres de 18 a 59 anos mostram que 33% apresentam manifestações de déficit de desejo sexual; 24% descrevem anorgasmia e 19% relatam dificuldade de excitação.

Wednesday, February 28, 2007

SEDUÇÃO PODE SER APRENDIDA

Você sabe seduzir? Esta pergunta bem que poderia estar nas revistas femininas acompanhada daqueles testes que tentam dar um perfil aproximado de quem os responde. Os testes são sempre curiosos, mas funcionam mais como diversão do que qualquer outra coisa. O fato é que, de uma forma ou de outra, toda pessoa pode ser sedutora. Você, eu, todos nós.

É verdade que alguns afortunados já nascem com o dom da sedução. Engana-se, porém, quem imagina que para ser sedutor é preciso ser, necessariamente, bonito ou bonita, ser rico ou famoso ou todas as alternativas anteriores.

Quantas vezes você já não ouviu algum amigo ou amiga dizer: nossa, como aquele cara tão feio namora mulheres tão lindas? Ou o contrário: como mulheres aparentemente sem atrativos físicos namoram homens bonitos?

O homem brasileiro, aficionado por bumbuns, tem entre suas musas a atriz Juliana Paes. Morena, lábios grossos, corpo torneado. Há os que preferem a modelo internacional Gisele Bündchen. Mas há também os que são malucos pela atendente da farmácia, pela caixa do supermercado, pela policial de trânsito. Ou, no caso feminino, os atores Brad Pitt, Rodrigo Santoro, o jogador Kaká, o motorista de táxi, o frentista do posto e tantos outros.

A sedução não é encontrada apenas no físico. Você encontra a sedução no jeito de olhar, na forma de andar, de sorrir, de falar, de se vestir, nas atitudes frente aos problemas. Enfim, há uma infinidade de ferramentas que todos podemos usar como arma de sedução. O poeta Vinicius de Moraes não era exatamente um homem bonito, mas tinha o poder de seduzir pelas palavras.

A verdade é que a sedução é imprescindível para os relacionamentos. Você talvez já tenha ouvido aquela frase: ‘‘depois que você está sentado no banco do ônibus, não é preciso correr mais atrás dele’’. Pois é. A frase é curiosa, mas não funciona nos relacionamentos. Aliás, muito pelo contrário. Na vida a dois, a acomodação é o melhor caminho para o fim da relação.

A sedução é importante para manter a vida a dois acesa. Um jantar diferente, flores, um convite para dançar, um telefonema com palavras carinhosas durante o dia, um pequeno presente. A sedução pode e deve ser aprendida.

Thursday, February 15, 2007

BUSCA PELA PERFEIÇÃO PODE PROVOCAR DOENÇAS

Todas as pessoas têm um ideal de beleza. Em uma época em que a imagem física ganhou destaque absoluto, com rígidos padrões de beleza, é difícil definir até onde o indivíduo pode ou não ir em busca de um ideal estético. Algumas pessoas imaginam que o ideal de beleza se configura na modelo brasileira Gisele Bundchen. Realmente ela é uma mulher muito bonita. Porém, ela mesma já disse em entrevistas que o seu nariz lhe trouxe muitas preocupações. Ela o considerava muito grande e imaginava que isso poderia atrapalhar quando fosse convidada para trabalhar.

Dias atrás a modelo brasileira Sheila de Almeida era o tema de uma enquete realizada pelo site Terra, que queria saber a opinião dos internautas sobre mulheres com seios grandes. Sheila é considerada a mulher que possui a maior prótese de silicone do Brasil. Ela tem 1,2 litros por mama. Aos 27 anos, Sheila mede 1,58m e pesa 56 quilos. A modelo já fez 14 cirurgias plásticas. A primeira prótese que colocou tinha 235 ml. A meta da modelo é colocar 2,5 litros em cada seio. Sem dúvida um exagero, que pode trazer problemas de saúde, como provocar dores na coluna e na cabeça.

A insatisfação de Sheila com o corpo não é tão incomum. Mais de 80 mil brasileiras colocaram próteses nas mamas nos últimos anos. O fato é que raras são as pessoas que estão inteiramente satisfeitas com o próprio corpo. Mas esta insatisfação não pode se transformar numa fonte de angústia. Isso é perigoso e pode se transformar em doença.

A dismorfofobia é um transtorno que tem como principal sintoma a preocupação excessiva por defeito corporal, real ou imaginário. Ela é reconhecida como doença que demanda atendimento médico pela Organização Mundial de Saúde. Esta síndrome tem como base os conflitos de auto-imagem (forma como a pessoa se enxerga física e emocionalmente). Sem o atendimento e tratamento adequados as conseqüências podem ser graves, variando de uma dificuldade moderada de socialização até a impossibilidade de desempenhar atividades importantes, como trabalho e relacionamentos pessoais. Não se deve desmerecer o problema nem confundi-lo como uma expressão de vaidade ou futilidade.

A partir do momento em que um problema psicológico ou real impede alguém de desempenhar atividades ditas normais o atendimento médico é plenamente justificado.

Wednesday, February 07, 2007

COLOCANDO PIMENTA NO RELACIONAMENTO

Há quanto tempo você não faz algo diferente para aquecer o seu relacionamento sexual? Há quanto tempo você não se insinua para o seu parceiro ou parceira? Não diz palavras de carinho? Não faz um programa diferente? O cansaço do dia-a-dia, as preocupações com o trabalho até podem, mas não devem ser usadas como desculpas. O relacionamento precisa ser apimentado um pouco de vez em quando para dar mais sabor à vida.

Em janeiro, aconteceu em Las Vegas, nos Estados Unidos, uma grande convenção sobre produtos eróticos. Havia de tudo, de filmes para o público adulto até brinquedos eróticos de todos os tipos. Mais de 30 mil pessoas passaram pela convenção. Isso comprova a força deste mercado e também dá uma demonstração de que as pessoas estão querendo buscar novidades na arte de fazer amor.

Nas principais cidades do Brasil as lojas de sex shop deixaram os lugares escondidos nos fundos das galerias para se instalar nas grandes avenidas. Isso reflete a mudança de comportamento sexual que está ocorrendo. Além dos homens, as mulheres também estão frequentando mais essas lojas em busca de roupas, cremes e uma infindável variedade de produtos para aquecer o sexo e sair um pouco da rotina. Com a liberdade sexual conquistada pelas mulheres hoje, elas têm muito mais liberdade e consciência do que desejam e não se envergonham disso.

A experimentação é benéfica, principalmente, se o casal deixou a paixão arrefecer e a criatividade pegar no sono profundo. Casais que se gostam não devem permitir que o relacionamento sexual, que é uma parte essencial na vida a dois, seja colocado de lado com o tempo.

A fantasia e a criatividade são essenciais e abrem possibilidades para melhorar a relação. Mas muito mais importante do que roupas, brinquedinhos e fantasias é o respeito entre os dois. Por isso, antes de ligar as turbinas e colocar a criatividade em ação, lembre-se de que é preciso conversar com o parceiro, conhecer muito bem seus gostos para não errar na medida.

Nem sempre o que é ótimo para você será para ela, ou para ele. Para algumas pessoas um brinquedinho pode ser sensual e excitante, para outras não. Conversar é o melhor caminho. O prazer não deve ser egoísta, é preciso ser compartilhado.

Thursday, February 01, 2007

É ESSENCIAL SEPARAR E FICÇÃO DA REALIDADE

Ao ligar a TV, nossas casas são invadidas por uma infinidade de informações. Revistas e jornais nos trazem um panorama de todo o mundo. Algumas dessas informações são importantes, nos fazem refletir, ficamos sabendo como outras pessoas pensam, agem. Informações da tv são descartáveis e pouco ou nada contribuem para o nosso crescimento. No Brasil, onde o índice de leitura não é dos mais elevados, a televisão se transformou no principal difusor de informações. É também uma indutora de comportamento. A roupa usada por determinada atriz se transforma na roupa da moda. Algumas situações são inofensivas, outras, nem tanto.

Determinadas novelas e seriados, por exemplo, banalizam o comportamento sexual. Parece que há personagens que são criados apenas para transar e aquecer os índices de audiência. E não é raro que as cenas apelativas sejam veiculadas em horários inadequados.

No ano passado o Ministério Público ficou incomodado com as cenas de strip-tease da atriz Ana Paula Arósio para o ator Edson Celulari, na novela Páginas da Vida, e questionou a classificação da novela, para maiores de 14 anos.

A erotização desenfreada também atinge programas de TV por assinatura. Alguns seriados sobre o dia-a-dia de hospitais mostram médicos, enfermeiras e funcionários em constante tensão sexual. Fazem sexo no quarto do plantonista, no almoxarifado, nos quartos de pacientes. Enfim, insistem em mostrar uma conduta sexual que está longe da realidade.

O problema é que muitos desinformados acreditam que as situações vividas nesses programas fazem parte da normalidade do dia-a-dia das pessoas. Não percebem que é ficção. Não entendem que o sexo sem responsabilidade, em que todos ficam com todos o tempo todo, é uma exceção e não a regra do comportamento humano. A crença nessa realidade acaba por trazer frustração.

O sexo saudável é importante para o ser humano e mede a qualidade de vida do indivíduo. Uma pessoa que tenha um relacionamento sexual saudável, com afetividade, é mais feliz, vê a vida com mais alegria. Por isso, é preciso ter cuidado. As informações são importantes para o desenvolvimento das pessoas. Porém, é preciso que elas sejam analisadas e filtradas. Separar o que é bom do que é ruim. Separar a realidade da ficção.

Thursday, January 25, 2007

APRENDER SOBRE SEXO SÓ FAZ BEM

Dias atrás um leitor e assinante da FOLHA DE LONDRINA deixou uma mensagem no Portal Bonde fazendo uma crítica à coluna publicada na última quarta-feira. A coluna abriu uma discussão sobre a necessidade de as pessoas aprenderem mais sobre sexo e exercitar essa atividade tão essencial para a vida do ser humano.

Na opinião do leitor, a coluna estaria incentivando o sexo sem responsabilidade. Respeito o ponto de vista do leitor, mas não concordo com ela. O objetivo da coluna é sim desmistificar o sexo, dar informações sobre saúde e ajudar as pessoas a terem uma vida sexual mais saudável e prazerosa.

Desde que o homem apareceu na terra iniciou um aprendizado constante. Aprendeu a andar, falar, relacionar-se em grupo, viver em comunidade. Essa evolução também aconteceu no comportamento sexual. Aliás, o comportamento sexual mudou muito desde que o homem está na Terra. Tudo isso é aprendizado. Mas há muito ainda a evoluir.

Em várias regiões a mulher ainda é tratada como objeto que está ali para satisfazer os desejos do seu dono e para a procriação. Elas não têm direito a praticamente nada.

Já em outros locais as mulheres ganharam espaço e hoje dividem as responsabilidades com os homens nos postos de trabalho, na condução da família, da política, da economia, e passaram a ter completo domínio de sua vida sexual. Volto a dizer: isso tudo é aprendizado.

E nós só evoluímos quando conseguimos disseminar informações. Com elas, as pessoas têm a possibilidade de analisar, aprender e decidir o que é melhor para si.

Quando se fala em sexo, é importante ressaltar que não existem regras ou opiniões definitivas. O que é bom para uma pessoa nem sempre é bom para outra. Por isso é essencial que os parceiros estejam sempre abertos a novas descobertas. A vida passa muito rapidamente e é preciso estar atento a isso. O sexo com responsabilidade, com carinho, só faz bem.

Mitos e VerdadesÉ verdade que não existe regra definitiva para o sexo. O que é prazeroso para um pode não ser para outro. O ideal é que os casais, respeitando a individualidade de cada um, discutam e decidam o que é melhor para si.

Esta é a melhor regra.

Wednesday, January 17, 2007

O SEXO PRECISA SER APRENDIDO E EXERCITADO

Dias atrás um documentário apresentado pelo canal pago GNT analisava o motivo pelo qual programas populares, com conteúdos de gosto duvidoso, obtinham tanta audiência entre os telespectadores das classes C, D e E, que reúne a maior parte da população.

Entre as hipóteses levantadas está a que, teoricamente, a massa não quer desenvolver nada. Apenas usa a televisão como fonte de diversão gratuita e não de aprendizado e desenvolvimento intelectual.

Pelo que mostrou o documentário, a massa prefere receitas prontas, aquelas que não pedem reflexão, que não exigem uma análise mais profunda dos fatos. Traduzindo isso em poucas palavras: há uma acomodação.

E o que a gente percebe é que essa situação também é repetida no sexo. As pessoas acabam se acostumando que um mais um é igual a dois e não buscam alternativas mais criativas para transformar a relação com o parceiro em algo mais instigante, mais prazeroso. A maioria prefere não pensar, não analisar ou buscar alternativas que requeiram um mínimo de esforço para melhorar a vida sexual do casal.

As relações sexuais não podem e não devem se transformar em puras operações matemáticas onde o resultado da conta é sempre o mesmo, sem possibilidade de variação.

A atividade sexual é um eterno aprendizado. E não há nada que destrua mais os relacionamentos do que a rotina. É importante procurar conhecer bem o parceiro ou a parceira, entender o que o que ele ou ela mais gosta e buscar proporcionar esse prazer.

Homens e mulheres são diferentes fisicamente e reagem diferente na cama, por isso o aprendizado é importante e constante. Seja criativo, não está escrito em lugar algum que a cama é o único lugar onde se pode fazer amor. Aproveite os demais espaços da casa. Seja ousado. Busque lugares diferentes que possam inflamar a imaginação. O famoso e conhecido papai e mamãe é uma ótima posição, mas não é a única. Você pode inventar inúmeras variações.

Um ditado japonês diz que nós nunca mais veremos o pôr do sol que acontecer hoje. Traduzindo para o sexo, a relação que você não teve hoje nunca mais a terá. Portanto, não deixe para amanhã. Faça hoje.

Thursday, January 11, 2007

PEQUENOS ATOS MANTÊM DESEJOS

Um paciente chegou ao meu consultório e disse que decidiu comprar outro colchão porque sua mulher é ‘‘muito ruim de cama’’. Culpa do colchão, culpa da esposa, culpa do tempo, ou da falta de tempo.


As pessoas, homens e mulheres, sempre buscam justificativas para o descontentamento com sua vida sexual. E qualquer explicação serve, até mesmo a ejaculação precoce, falta de ereção, dor de cabeça ou dor vaginal. Tudo mesmo, desde que não mostre suas fragilidades, dúvidas e dificuldades para alcançar o prazer sexual com o parceiro.


Afinal, o principal medo de homens e mulheres brasileiros é não conseguir satisfazer o parceiro. De acordo com Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, do Instituto de Psiquiatria da USP, 55,9 % dos homens e 45,4% das mulheres relatam este medo, porcentagem que ultrapassa a registrada com o medo de contaminações por doenças sexualmente transmissíveis (44% para homens e mulheres).


Sim, é mais fácil culpar situações que estão fora do nosso controle. Mas isto não resolve o problema e pior; pode desestruturar uma relação onde há amor.


A afinidade e ansiedade que enfeitam o início da paixão não precisam acabar. Mas para isto não basta sentir amor, é necessário decidir ‘‘amar’’ o parceiro. É preciso cultivar ações diárias e constantes, como beijos apaixonados e carinho, que façam o outro se sentir amado e/ou um amante.


É desta decisão que depende a continuidade do desejo e do prazer no relacionamento. Por mais amor que exista, toda relação precisa de erotização para despertar e aquecer o desejo. E vocês sabem: sem desejo, nem viagra funciona!

Friday, December 22, 2006

SUBSTITUIÇÃO APETITOSA?

O ser humano passa por diversas transformações durante a vida. Quando é jovem, cheio de energia e vitalidade, o sexo é tudo. Age como se, sem ele, a vida não tivesse o menor sentido. Que é preciso sexo para se sentir vivo. Depois, com o passar da idade, as fontes de prazer vão se diversificando. É um prazer assistir a um bom filme, peça de teatro, show musical, ler um livro, praticar esportes. Esta transformação é normal, não há nada de errado com ela.

O problema é quando o prazer do sexo é literalmente substituído pela comida. O escritor e cronista Ricardo Freire diz, de forma bem-humorada, que a comida é uma opção sexual como outra qualquer.

O fato é que esta é uma realidade cada vez mais presente nos dias de hoje: pessoas trocando o sexo pela comida. É a busca de boas sensações por meio da comida. O problema é que esta troca, para muita gente, passa a ser uma alternativa à falta de um relacionamento afetivo saudável. E, definitivamente, está longe de ser a melhor solução.

A vida moderna apresenta muitos desafios, como as questões financeiras, profissionais, de relacionamento, e o sexo acaba ficando em segundo plano. Às vezes, é preciso um esforço tremendo para continuar tendo uma vida sexual ativa.

Por isso, fique muito atento. Priorize sua vida sexual, suas relações afetivas. Namore, fique junto com sua parceira ou seu parceiro. Troque carícias. Não deixe acabar o erotismo do relacionamento.

Márcio D. Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual.

Thursday, December 14, 2006

SENSUALIDADE OU EROTIZAÇÃO?

Afinal, o que é preferível? Uma pessoa sensual ou erótica? Num primeiro momento, a linha que separa as duas definições pode parecer tênue e, às vezes, até se confunde. Mas não deveria. Uma colega diz que prefere a sensualidade à erotização e explica de forma categórica que neste segundo caso as pessoas ficam expostas como um pedaço de carne.

Nos últimos anos, temos visto uma certa banalização do sexo. Há pouco tempo a televisão mostrou uma matéria sobre os bailes funks no Rio de Janeiro, onde algumas mulheres iam sem calcinha, com o propósito de fazer sexo nos chamados trenzinhos, de forma inconseqüente e insegura. Uma brincadeira arriscada, que pode trazer sérios prejuízos físicos e emocionais aos participantes.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), metade das gestações é indesejada e uma a cada nove mulheres recorre ao aborto. No Brasil, os cálculos mostram que o índice de abortamento é de 31%. Ou seja, ocorrem aproximadamente 1,4 milhão de abortos espontâneos e inseguros, com taxa de 3,7 para cada 100 mulheres. A gravidade da situação também se reflete no SUS. Só em 2004, 243.988 mulheres foram internadas para fazer curetagem pós-aborto.

A pesquisadora Celuy Damásio vê na banalização do sexo na mídia um possível elemento deformador da personalidade do adolescente. Ela aponta para o risco de a juventude desenvolver a sexualidade dissociada de conceitos como amor, carinho e afetividade.

Apelar para a erotização não é o melhor caminho. Quem faz isso corre o risco de se tornar vulgar, ou, como diz a minha colega, pode se transformar em um pedaço de carne na vitrine para quem quiser levar.

A sensualidade, por sua vez, não é algo explícito e nada tem a ver com beleza física ou idade. Muitas pessoas, mesmo não sendo enquadradas nos padrões de beleza da mídia, exalam sensualidade. A sensualidade é um estado de espírito.

Ela é mais positiva e faz parte do jogo de sedução entre os casais. Um olhar, um gesto, uma palavra, uma atitude de carinho, o modo de andar, de agir, valem mais do que uma cinta-liga, uma jaqueta de couro.

A sensualidade do olhar, o mais doce e penetrante, exprime o que é mais profundo. Toda pessoa tem seu encanto, sua sensualidade e pode e deve usá-la no jogo da sedução, para apimentar e melhorar a vida sexual.

Tuesday, December 12, 2006

CAMPANHAS CONTRA AIDS PRECISAM MELHORAR

A Aids é uma doença que assusta e que já vitimou milhões de pessoas em todo o mundo. O Brasil é considerado referência quando se fala na prevenção à doença. E isto é muito bom.

Em todo o mundo, uma mudança de comportamento está colocado as autoridades de saúde em estado de alerta. Nos EUA, por exemplo, nos primeiros anos após a identificação da doença, ela era encontrada predominantemente entre gays brancos, que foram considerados durante muito tempo o principal grupo de risco. De lá para cá, a doença se espalhou. Como ficou comprovado, a Aids não escolhe cor da pele, partido político, religião ou raça.

Os números da Aids na população norte-americana estão estabilizados. No entanto, percebem-se pelas estatísticas que os negros se transformam nas principais vítimas da doença naquele país. Hoje os negros correspondem a 13% da população, porém, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA estima que eles representarão 50% dos novos casos de HIV no país nos próximos anos. Os brancos respondem por 34% dos portadores e os hispânicos, 17%.

Alguns estudos mostram que muitos dos negros infectados, mesmo sabendo de todos os riscos, evitam procurar ajuda especializada com medo de serem estigmatizados, de serem segregados. Entre os principais medos estão a perda do emprego e dos amigos.

Por causa disso as campanhas para combater a Aids nos EUA estão mudando o foco. Elas não estão apenas ensinando formas de prevenção, como o uso da camisinha e o risco de compartilhar seringas. O objetivo é mostrar que pessoas infectadas podem e devem procurar ajuda e tratamento para garantir a qualidade de vida não só para o paciente, mas a família também.

Com medo das consequências que podem ocorrer ao assumir que são portadores do HIV, muitos optam pelo silêncio. Outros escondem da família e podem acabar transmitindo o vírus para esposas ou maridos. O silêncio não é o melhor caminho; é preciso buscar ajuda. As campanhas, também no Brasil, devem começar a discutir isso.

Monday, December 11, 2006

"NORMALIDADE" SEXUAL

Toda pessoa em idade adulta, em algum momento da vida, já deve ter se perguntado se tem uma vida sexual normal; se está dentro dos padrões do que se considera normalidade. Esta é uma preocupação comum entre as pessoas.

Recentemente, um leitor da coluna enviou um e-mail dizendo que se relacionava sexualmente com sua mulher três, quatro vezes ao dia, ou o quanto ela suportasse e, mesmo assim, não se sentia satisfeito, sempre queria mais e isso o deixava frustrado e insatisfeito.

Mas, afinal, o que é normalidade em se tratando de atividade sexual? Bom, na medicina o termo normal é sempre tratado de forma quantitativa. Por exemplo: uma gravidez de gêmeos ou trigêmeos não é normal, porém não é doença. Esse tipo de gravidez foge do padrão quantitativo de normalidade, mas não há nada de errado com isso. É saudável.

Outro exemplo. A psiquiatra Carmita Abdo coordenou uma pesquisa patrocinada por um laboratório americano sobre a sexualidade brasileira para o Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. Foram entrevistados três mil homens e mulheres com idade entre 17 e 70 anos, de todas classes sociais.

Descobriu-se que a média de relações do brasileiro é de três vezes por semana. Ou seja, um homem brasileiro com 60 anos, que tenha relações sexuais todos os dias, pode ser considerado não normal levando-se em conta os padrões estatísticos sobre a sexualidade. Porém ele não necessariamente será uma pessoa doente. Nem sempre o que não é normal não é saudável.

Se a pessoa faz sexo uma vez por semana ou uma vez por mês e se sente bem e satisfeita, não há qualquer problema. O critério é sempre íntimo e relativo. Podemos dizer que o que não é normal é o que causa transtorno, traz frustração e sofrimento patológico.

Além do critério estatístico, é importante ter um componente mórbido, que traz sofrimento e dor, seja física ou emocional. A qualidade e a freqüência da atividade sexual são consideradas sadias quando satisfazem quem dela participa.

Se não está havendo satisfação, aí sim, é o momento de ficar preocupado, de fazer questionamentos e buscar uma solução com acompanhamento especializado.

Friday, December 08, 2006

FOLHA DE LONDRINA - 08/12/06

Dias atrás eu recebi um e-mail de um adolescente de 19 anos que passava por uma crise familiar. Muito preocupado, disse que não estava conseguindo manter relações sexuais com a namorada. No início ele não se preocupou muito, porém o problema começou a se tornar constante.

Esta situação é quase um contra-senso com a imagem que muita gente tem dos adolescentes. A imagem de virilidade, de que os garotos estão sempre prontos e dispostos ao sexo já que dispõem da saúde da juventude.

Mas a verdade é que não é bem assim. A adolescência é um período extremamente conturbado na vida de uma pessoa. É a passagem da fase de ser criança, de brincar despreocupado, cheio de sonhos, para o mundo adulto e todo o peso que isso significa. Há muitas fragilidades neste período da vida.

E não há como fugir disso. Todos passam pela adolescência com mais ou menos atribulações emocionais. As relações são conflitantes, as pressões da vida adulta começam a se fazer presentes; é hora de tomar várias decisões importantes que vão influenciar a vida futura, como, para citar um exemplo, qual a melhor profissão seguir.

Isso gera estresse emocional que pode afetar o jovem de diversas maneiras. Entre elas as relações afetivas. O fato de não conseguir ter mais relações sexuais com a namorada pode ter várias razões. Nesta idade, na faixa de 17 a 25 anos, dificilmente o jovem tem algum problema orgânico que possa provocar uma falta de ereção. Uma das formas de descartar esta possibilidade é saber se as ereções durante o sono ou as matutinas, quando o jovem acorda de manhã, continuam acontecendo. Se estão ocorrendo normalmente é sinal de que o problema pode ser emocional.

Neste caso é preciso analisar se a relação com a namorada não está desgastada. Muitos jovens mantêm um relacionamento sexual com a namorada mesmo quando não tem mais interesse afetivo, o que pode provocar um estresse emocional.

Outros fatores situacionais podem estar dificultando a ereção, como o ambiente em que o casal está. Se o casal está ansioso isso também atrapalha o ato sexual. Mas de toda forma, o melhor caminho é procurar um profissional especializado.

Mito ou verdade?

Ao contrário do que se pensa, homens mais novos, na faixa de 17 a 25 anos, também podem ter disfunção erétil.

Márcio D. Menezes, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual.

Tuesday, December 05, 2006

SEDUÇÃO E FANTASIA

A fantasia faz parte da nossa vida sexual. Ela é muito mais comum do que se imagina e tem um papel de estimulador do desejo, das vontades da excitação. A psicoterapeuta sexual Kátia Horpaczky diz que fantasiar sobre sexo nada mais é do que um recurso natural para alcançar o prazer sexual combinando corpo, mente e sentimentos. Não se pode separar o corpo da mente, então pode-se dizer que toda fantasia sexual é considerada uma reação psicossomática.

A fantasia sexual tem vários objetivos, entre eles aumentar o prazer da atividade sexual; funcionar como substituto da experiência real (muitas vezes inacessível); induzir à excitação ou ao orgasmo; atuar como ''ensaio mental'' para experiências sexuais posteriores.

Homens e mulheres, voluntária ou involuntariamente, usam de artifícios para poder seduzir o parceiro. Entre os objetos usados pelas mulheres e que mais têm poder de sedução e provocam fantasias nos homens, podemos citar as lingeries, em especial, a calcinha.

Ninguém sabe ao certo quando a calcinha foi criada como peça de vestuário íntimo feminino, mas há registros de que no século 16, em Veneza, as prostitutas vestiam uma espécie de calção por baixo das enormes roupas da época, para provocar a libido dos mercadores.

Três séculos depois, na França, Josephine, companheira de Napoleão Bonaparte, passou a adotar roupas íntimas brancas e um pouco mais curtas. De lá para cá a evolução foi enorme e hoje podemos encontrar nas lojas especializadas uma infinidade de modelos para todos os gostos e bolsos.

Mas, independente do tamanho, do modelo ou da marca, a calcinha, além de peça de vestuário, é usada como objeto de sedução e tem um poder enorme na estimulação das fantasias masculinas.

É importante deixar claro que a fantasia sexual ajuda o casal a sair da rotina, dá um novo sabor à relação e isto é muito saudável.

Friday, December 01, 2006

LUTA CONTRA A AIDS

Primeiro de dezembro é considerado o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Assembléia Nacional de Saúde, da Organização das Nações Unidas, em outubro de 1987, e reforça a solidariedade, a tolerância e a compaixão entre os povos.

O fato é que a aids é uma doença que preocupa o mundo todo pela gravidade e devastação que causa. É uma doença que se manifesta após a infecção do organismo pelo vírus HIV do inglês Human Immunodeficiency Vírus. Também do inglês deriva a palavra Aids - Acquired Immune Deficiency Syndrome que em português significa Síndrome da Imunodeficiência adquirida.

O contágio acontece através da exposição do indivíduo a circunstâncias que podem causar dano a saúde. O sexo sem camisinha, o uso de seringas e agulhas não descartáveis são situações de risco.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, já foram identificados cerca de 433 mil casos de aids. Este número refere-se a identificação do primeiro caso, em 1980, até junho de 2006. A taxa de incidência foi crescente até metade da década de 90, alcançando, em 1998, cerca de 19 casos de aids por 100 mil habitantes.

Os novos números da aids no Brasil apontam para uma queda acentuada nos casos de transmissão vertical, quando o HIV é passado da mãe para o filho, durante a gestação, o parto ou a amamentação. A redução foi de 51,5%, entre 1996 (1.091 casos) e 2005 (530 casos). Em 2006, de janeiro a junho, foram notificados 109 casos nessa categoria.Há, no entanto, uma nova tendência que começa a ser observada. É o crescimento da epidemia nas pessoas com 50 anos ou mais entre 1996 e 2005. Conforme dados do Ministério da Saúde, na faixa etária de 50-59 anos, a taxa de incidência entre os homens passou de 18,2 para 29,8; entre as mulheres, cresceu de 6,0 para 17,3. No mesmo período, há aumento da taxa de incidência entre indivíduos com mais de 60 anos. Nos homens, o índice passou de 5,9 para 8,8. Nas mulheres, cresceu de 1,7 para 4,6.

Esta mudança de comportamento se deve principalmente aos novos medicamos que surgiram para o combate a impotência e que garantem o prolongamento da atividade sexual. A mesma pesquisa mostra que quase 91% da população brasileira de 15 a 54 anos citou a relação sexual como forma de transmissão do HIV e 94% citou o uso de preservativo como forma de prevenção da infecção.

Apesar de saberem da necessidade do uso da camisinha, muitos homens e mulheres com mais de 50 anos ainda resistem a usar o preservativo. O que tem contribuído para o aumento da incidência da doença nesta faixa etária.

Mitos e verdades

O vírus da Aids não é transmitido através do beijo, toque, abraço, aperto de mão; compartilhamento de toalhas, talheres, pratos, suor e lágrimas
Ele pode ser transmitido através de relações sexuais desprotegidas – sem o uso de camisinha – anais, orais e vaginais; compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas; transfusão de sangue infectado; de mãe para filho inclusive, pela amamentação